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“A música no cinema de animação”

        Que jogue a primeira bomba (no “Beep-Beep”) quem assistiu Papa-Leguas e não torceu para o Coyote.  Este, um ótimo candidato ao ouro da persistência no mundo da fantasia.

        Existe, é claro, quem julgue-o desumano e/ou masoquista. Porém, impossível é negar que por trás da animação existe um enorme trabalho e criatividade dos criadores. O que não ocorre somente no desenho do Papa-Léguas como, também, em muitas outras histórias.

         Infelizmente, o cinema de animação é uma arte que tem sido maltratada e esquecida, frequentemente contada como um mero divertimento para as crianças e raramente temos a oportunidade de acesso às suas obras importantes e significativas.

         Os autores originais, os poetas das imagens animadas, tem grande dificuldade em  encontrar espaços para mostrar suas obras, pois, estes espaços, estam ocupados por produtos massificados.

         Como havia dito, por trás dessa arte existe uma enorme produção. Devido a isso, a palestra “A música no cinema de animação” foi, além de interessante, divertida (lembrei de como é bom torcer para o invensível Coyote).

 

        Através das análises feitas em relaçãop ao som, foi possível notar que o filme de animação possui tanto preocupações poéticas quanto estéticas.

         Diferente do que grande parte das pessoas imaginam, a música é feita antes mesmo da animação, com a base, a harmonia e por último o arranjo. Foi o que compartilhou Cândido José Martins de Lima. Quem estava presente pôde, também, entender que existe uma diferença entre o tempo cronológico e o tempo musical. Este que é medido pelo http://outrosventos.wordpress.com/2007/11/28/a-importancia-de-se-estudar-com-um-metronomo/ .

 

        Conclui-se que o som  é um elemento essencial na obra de animação. Porém, infelizmente, ainda são poucos os profissionais que desenvolvem este trabalho em nosso país.