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E assim encerra a 31ª Semana da Comunicação…

Hoje, finalizei a semana assistindo a mais um filme italiano e duas palestras. O filme foi “Castigo sem fim, que trata da máfia italiana. Assim como o Brasil retrata a realidade das favelas cariocas em suas telas, a Itália retrata a máfia.

 

E além disto, assisti a palestra sobre Cannes com a prof.ª Irene Knoth em “O picadeiro de Cannes 2008“. Não era uma palestra que mostrava os favoritos de Cannes, mas sim como funcionava realmente o festival. Além da premiação, havia cursos, workshops e muitas outras atrações. A prof.ª teve a chance de mostrar alguns dos vídeos como trechos de documentários, comerciais e pequenos trechos de diversos programas.

 

Por último, assisti a palestra “O que funciona e o que não funciona no marketing viral“. Foi uma palestra bem interessante e com o auditório cheio. Os palestrantes mostraram a importância da comunicação digital, de que as empresas estão migrando para as redes sociais onde cada um pode criar a sua própria informação a respeito de tudo. Uma empresa pode criar uma página ou um hotsite aberto a todo mundo, em que possua a oportunidade de publicar seus vídeos ou suas fotos sobre o determinado produto e/ou serviço. Essa idéia já está pegando porque permite saber a opinião e o valor de aprovação de seus públicos antes mesmo de lançar os tais produtos ao mercado. Hoje em dia, a marca já é o próprio conteúdo para milhões que acessam todos os dias a Internet.

 

É isso ai… Agora acaba oficialmente a 31ª Semana da Comunicação e espero que todo mundo tenha gostado da programação. A maioria das palestras focou no tema “Idéia como produto”. Eu mesmo posso dizer que gostei muito de quase todas as palestras que assisti e mesmo assim, fica difícil escolher qual foi a melhor. Mas posso afirmar que a Faculdade de Comunicação e Marketing está de parabéns e que a cada ano consegue superar as expectativas de seus alunos e professores.

 

Agradeço a todos por terem presenciado a Semana e por visitar o site e o Blog da Semana! E agora, é só esperar mais um ano para a 32ª Semana da Comunicação!

O conceito da sustentabilidade

A sustentabilidade é aquilo que pode prover o melhor para as pessoas e para o meio ambiente em que vivemos tanto nos dias de hoje quando para um futuro que não sabemos exatamente como será. Segundo o Relatório de Brundtland, a sustentabilidade é “suprir as necessidades da geração presente sem afetar a habilidade das gerações futuras de suprir as suas”. Ou seja, apesar da grande demanda pelo consumo no mundo inteiro, precisamos pensar no futuro e no ambiente que está ao nosso redor. É preciso causar um grande impacto nas pessoas para que possam repensar as suas ações para com a sociedade. Mas não se trata apenas de ecologia, mas também em todos os aspectos que envolvem uma empresa como a economia, a saúde e a imagem institucional.

 

Sílaba Sustentável, FAAP e Nestlé foram convidadas a palestrar ontem à noite com a intenção de explicar o conceito e as tendências da Sustentabilidade na palestra “Estratégias de Sustentabilidade. Foram abordados temas bem diversos, como por exemplo, a possibilidade de causar impacto na população que ainda não se preocupa com  as mudanças climáticas; bem como os programas que envolvem responsabilidade social em relação à desnutrição, analfabetização, dentre outros. Até a FAAP tenta se renovar procurando o melhor e o mais atualizado que há no mercado de trabalho para o campo estudantil com a intenção de formar o mais competente profissional.

 

Portanto, sustentabilidade não é apenas reciclar as latas e fechar as torneiras enquanto escovam os dentes, é acompanhar as mudanças, os impactos repentinos que estão acontecendo e, ainda assim, buscar soluções e executar ações que possam, não apenas trazer benefícios no momento presente, mas também pensar no futuro. No bem do futuro…

Quinta… Dia de Comunicação: Camuflada; Como Produto; Digital; e Humorística

Hoje foi um dia cheio… Assisti a quatro palestras. A primeira, que a Thais comentou muito bem, foi a do Fabiano Coura, Diretor de Planejamento da Neogama/BBH, que falou sobre “Comunicação Que Não Parece Comunicação”. Posso dizer que faço parte do grupo que adorou e riu muito durante a mesma… Muito legal!

 

A segunda e clássica palestra foi a dos queridos professores João Guedes, L. F. Pondé, Fernando Amed e Malú Homem, que desenvolveram diversos temas a partir do pressuposto “Comunicação como Produto”. Como esperado, a palestra foi muito enriquecedora e é sempre um prazer ouvir esses professores tão incríveis e com tanto conhecimento para transmitir.

 

No período da noite fiz questão de assistir Abel Reis, Presidente da Agência Click, discursar sobre “O Valor do Repertório Humanístico para o Mercado Digital”.

Por ter cursado inicialmente uma faculdade de Filosofia, ele explicou como essa experiência foi e continua sendo benéfica aplicada na comunicação. Segundo ele, é preciso que o ser humano domine a abstração, a argumentação e a linguagem para poder ser bem sucedido. Tudo isso porque, antigamente, a comunicação só precisava vender os produtos, que se tratavam de simples materiais. Atualmente essa realidade está bem diferente devido à fragmentação do mercado e à necessidade de conhecer o que determinado consumidor quer, o que ele sente, como ele vive e o que o leva ao ato de compra. Por isso, o que a comunicação tenta vender é o imaterial, que se dá pela idéia e pelos valores agregados ao produto e à marca, e sem o repertório humanístico é impossível saber como traduzir estes ideais para os meios, e por fim, fazê-los chegar ao seu target.

 

Por fim, mas não menos importante, tive a felicidade de conseguir entrar no auditório em que o CQC estava presente. Filas e mais filas, todo mundo desesperado pra poder ficar perto deles… Tinha gente sentada até no palco, no chão, e duas outras salas dentro da FAAP estavam transmitindo em tempo real o que estava acontecendo no auditório, além da TV FAAP, que está presente em quase todos os corredores e ambientes.

Ao sentar, Marcelo Tas iniciou a conversa com o famoso bordão do Professor Tibúrcio: “Olá Classe!”, o que despertou a atenção de todos e provocou risos e aplausos da platéia.

Todos os integrantes – com exceção de Oscar Filho - estavam presentes, inclusive os produtores e estagiários. Durante a palestra explicou-se sobre como o programa foi implantado no Brasil, por que a escolha da Band como transmissora, como são escolhidas as matérias apresentadas, e muito mais. Em meio a tudo isso, como já esperado por muitos, vários fatos cômicos foram contados, o que fez com que a conversa fosse muuuito divertida, e sem dúvidas, deixou claro que os apresentadores fazem toda a diferença no programa.

Eles são um fenômeno, e a audiência só cresce a cada semana, o que pode-se perceber que não é por acaso, devido à nítida dedicação dos profissionais envolvidos e à alegria com que eles produzem o programa.

Acredito que depois de horas de fila, todo mundo saiu satisfeito e espera ansiosamente chegar segunda-feira para poder assistir ao próximo CQC!!

Sustentar Uma Habilidade

Se alguma palavra anda reverberando bastante nestes últimos tempos, não tenho dúvida de que Sustentabilidade é a mais gritante, em todos os sentidos. Seja por causa do aquecimento global, seja por motivos intermediários a ele como a queima de combustíveis fósseis, o desmatamento e até flatulências de vacas. Ainda bem que a Pole Position ficou com esse termo, senão alguma outra bobagem iria ficar com a prioridade número um de inúmeras empresas e a atenção que está sendo dada a este ‘universo’. Universo por que é composto de inúmeras ações de responsabilidade ambiental e por que não, social.

 

O título da palestra já dava uma noção do que vinha pela frente, Como a disrupção faz a grande idéia acontecer, mas Luiz Lara, Sócio e CEO da Lew’Lara\TBWA, mostrou um significado infinitamente mais amplo para o conceito de libertar-se de convenções, romper com paradigmas mercadológicos e assim, criar uma ruptura. Não é nem algo que foge à regra, isto é algo implícito, mas é algo inovador que cria “regras”. Lara utilizou-se do livro ‘Blue Ocean Strategy’ como roteiro de apresentação e demonstrou na prática, como as empresas que se voltam para o “Mar Azul”, não são apenas as mais inovadoras, como são as que mais lucram quando mergulham com tudo neste “Mar Azul”. Por outro lado, vi a estagnação e a cegueira presente em empresas que preferem continuar nadando em águas vermelhas, isto é, empresas que correm atrás da concorrência, ao invés de diferenciar-se de todas explorando/criando nichos sem pioneiros.

 

É no “Mar Vermelho” onde está a maioria das marcas, conseqüentemente com mais concorrência. O fato é que os hábitos de consumo mudaram, estão mudando e mais do que nunca, mudarão num prazo de validade cada vez menor. Lara questiona: “Como se diferenciar no mercado de hoje?”, e a resposta vem nítida: segmentação. Não a segmentação como conhecemos, mas uma segmentação que contém outras inúmeras ramificações com consumidores mais atentos, mais exigentes e que não hesitarão em repassar boca-a-boca os defeitos que baterem de frente com eles.

Lara ainda citou o Banco Real como exemplo de um banco que já tinha um posicionamento interessante (”O Banco da Sua Vida”), e que há 10 anos atrás, decidiu tomar medidas que mudariam todo o comportamento da empresa e de seus funcionários. Pioneiro no quesito sustentabilidade, o Banco Real foi o primeiro a usar papel reciclável no talão de cheques, foi o primeiro a financiar empresas que investem em políticas e práticas sustentáveis e também foi o primeiro a negar créditos para empresas que não se interessam nesta área. O mantra do banco solidificou-se da seguinte maneira: ou todos ganham, ou ninguém ganha. Felizmente o exemplo foi adiante para outros bancos nacionais.

 

Está dado o recado: identificar e questionar convenções que existem e governam o mercado é o primeiro passo, os outros cem passos são identificar e questionar convenções que existem e governam o mercado.

Os mandamentos

Em paralelo com a palestra do Parlapatão Hugo, sabemos que o riso tem a capacidade medir o poder da comunicação: se as pessoas riem é porque estão entretidas. Desta maneira, posso afirmar com toda convicção que Fabiano Moura - Diretor de Planejamento da Neogama/BBH - soube conduzir muito bem a palestra “Comunicação que não parece comunicação”, pois não faltaram risos, talvez pelo fato da linguagem que foi utilizada - como ele mesmo disse, a diferença de idade entre o público e o palestrante era muito baixa e eu acho que isso colabora. Até comentei com uns amigos ao meu lado sobre isso e na hora da respostas aquela cara “noooossa, quero ser igual ele/ter a mesma sorte ele“… Enfim!

Fabiano, ao longo de toda palestra, tratou de um assunto que vem sendo muito discutido: a forma como está sendo feita a comunicação. As novas tecnologias mudaram o modo como as pessoas recebem a comunicação, atualmente não basta empurrar a mensagem, são elas quem buscam o que querem ver. As pesquisas mostram que o público cada vez mais rejeita as propagandas, prestam muito menos atenção e não acredita no que está sendo dito. E dentro de todo um bombardeio de informações, aquelas propagandas que realmente chamam a atenção são as que lidam com a experiência. 

O consumidor hoje, muitas vezes, é mais informado sobre o produto do que o próprio vendedor. Antes de ir às compras ele pesquisa no Google, conversa com o vizinho, pai, primo, amigo, procura a maior quantidade de informações e impressões sobre o produto para então resolver a compra. Há um boca-a-boca global, no qual a opinião dos outros influencia sua compra. Entretanto, as marcas também estão ouvindo os consumidores e a internet é a grande facilitadora. 

 

E assim Fabiano conclui, com as seguintes frases:

“Criamos e distribuímos mensagens com o objetivo de obter atenção das pessoas e possivelmente ampliar o desejo pelas nossas marcas”  

 MAS, NA ERA DA “EXPERIENCIALIZAÇAO”, DEVE SER SUBSTITUIDO POR:

“Criamos e distribuímos experiências com o objetivo de obter o envolvimento das pessoas e possivelmente ampliar a dedicação pelas nossas marcas”.

 

E depois exemplificou muito bem os dez mandamentos da comunicação eficaz:

1. Oferecer comunicação como serviço.

2. Convidar para participação.

3. Envolver com histórias.

4. Explorar vínculos emocionais.

5. Recrutar para causas nobres.

6. Envolver através de polêmicas.

7.  Disponibilizar conteúdo diferente.

8. Levar diversão para vida das pessoas.

9. Gerar experiências de imersão.

10. Surpreender sempre.

 

Dado os mandamentos e falta de tempo, a conversa com Fabiano Coura continua online! Foi um prazer…

http://www.fabianocoura.com/

Xenofobia e a TV na Internet

Um mundo cada vez mais dividido, no qual cada vez mais as nações tentam traçar suas fronteiras através dos muros e das barreiras impostas nos aeroportos internacionais com o medo de que terroristas pisem em seus territórios com a intenção de se explodir, prejudicando os civis e a sociedade. É esse o mundo em que vivemos após o 11 de setembro. E não parou por aí… Após os atentados em Madri e em Londres, o mundo começou a ficar cada vez mais rigoroso e mais vigiado a ponto de imitar a arte como “V de Vingança” e “1984″. Além disto, o preconceito contra os estrangeiros, a xenofobia, deu um salto enorme, principalmente nos países europeus. O medo, a incerteza e a falta de confiança são as características que imperam sobre o povo europeu. E foi isso que o filme “Eu, o outro” retratou com fidelidade. Trata-se de um tunisiano muçulmano que consegue o emprego de pescador ao lado de um italiano. Após o atentado em Madri, começaram a circular notícias sobre um suposto terrorista que, por coincidência, tinha o mesmo nome que o pescador muçulmano (!) e que estava no território italiano (!!). E a partir daí, começou a dúvida que perseguiu o italiano ao longo do filme, causando conseqüências como falta de confiança. O final do filme não é algo que podemos dizer “e eles viveram felizes para sempre”, mas dá uma idéia exata sobre o mundo em que vivemos.

 

Ainda no mesmo dia, mais tarde, assisti a palestra “Globo: A interatividade na novela Três Irmãs” que contou com o palestrante Roberto Schmidt, diretor de desenvolvimento de produto da TV Globo. Roberto mostrou a importância da Internet e declara que o futuro é a TV Digital. Não digo o DTV e sim a televisão na Internet. O brasileiro é a pessoa que mais acessa Internet no mundo chegando a usar quase 24 horas! É um dado impressionante e mesmo assim, não pára de crescer também a adesão à banda larga e os números de sites, de informações, de notícias, de vídeos, de fotos… Ufa! E isso favorece a inclusão digital. Segundo Roberto, a classe C é a que mais cresce ao longo dos anos. E ele já defende a idéia de que a novela “Três Irmãs” seja usada como uma web novela que permite ser assistida pela televisão. Grandes emissoras norte-americanas como a ABC, NBC e CBS já fazem isso, além de disponibilizar podcasts para o iPod por um custo acessível. E está na hora de emissoras como a Globo, Band e Record embarcarem nesta onda!

Dia de Mídia

Nesta quarta-feira assisti a duas palestras que tratavam sobre Mídia.

 

Na primeira, “Fórum de Mídia”, Gleidys Salvanha da W/Brasil falou sobre a importância da mídia, sua evolução, seu share de mercado e da relevância dos meios e da qualificação do profissional que trabalha com a mesma. Depois disso, Alberto Apolinário, do Empório de Mídia, mostrou cases que utilizaram a mídia como plano principal, fazendo o uso de blogs, sms, entre outras.

 

Na segunda, “Midiagame - Uso de jogos na educação”, os professores da FAAP Edison Marzo, Reginaldo Gomes de Andrade, Márcia Pudelko, Maria del Mar Valiante e Vanise Mellaci falaram sobre a atitude pioneira da FAAP de introduzir um jogo no ensino superior para facilitar o aprendizado de diversas coisas. O jogo, que inicialmente era voltado apenas para a área de Mídia, foi introduzido na área de Criação também, devido ao seu sucesso.

Com base em pesquisas e um pouco de conhecimento, o professor Reginaldo Gomes de Andrade criou o jogo, que simula a rotina de administração de uma concessionária de veículos. Com ênfase nas decisões de marketing e propaganda, o jogo tem como objetivo alinhar as áreas de mídia e criação para que, juntas, decidam a estratégia de comunicação. Semana a semana, as equipes criam soluções para os problemas apresentados e são obrigadas a realmente conviver com a situação. Os professores avaliam as ações e atribuem notas baseadas em estudos de mercado que permitem saber se as mesmas seriam eficazes ou não. A partir daí, os alunos competem em grupos e ao final do jogo ficam sabendo o resultado final.

Ele é benéfico para que o aluno aprenda como definir as verbas de comunicação e mídia, compreenda a importância das pesquisas de mercado, amplie o conhecimento dos diferentes canais de comunicação, exercite a negociação, lide com o trabalho em equipe, e muito mais…

O jogo tem sido um sucesso e ao final do ano já serão dez turmas que passaram pela experiência.

 

É muito bom saber que a FAAP está aberta a este tipo de experiência que facilita o aprendizado e envolve o aluno na prática. Parabéns a todos os responsáveis.