8.3.10

Estadão enfaixou o Meio & Mensagem desta semana


O jornal Meio & Mensagem desta semana chegou todo enfaixado por ataduras médicas. Para ler, era necessário desatar as faixas que envolviam a edição da semana.


As faixas eram parte do anúncio criado pelo jornal O Estado de S. Paulo, para comunicar o lançamento do seu novo projeto gráfico. Após tirar todas as faixas, lia-se: "Conheça agora O Estado de S. Paulo e Estadao.com.br totalmente remodelados".


Na página seguinte haviam imagens do novo lay-out, que será lançado na edição do próximo domingo (14/03/10).

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5.3.10

Globo, mídias sociais e transmídia


William Bonner não está apenas - brincando - no Twitter. Suas interações pelo perfil @realwbonner também não são parte do programa Jornal Nacional. Ele está aproveitando esse espaço para "vivenciar" e compreender as minúcias deste novo canal de comunicação.

A própria rede Globo, já faz algum tempo, vem realizando pequenas - experiências - de relacionamento com as redes sociais. Uma novela já incorporou um personagem blogueiro. Alguns programas criaram seus próprios blogs. Blogueiros foram convidados para eventos e reuniões. Abaixo uma foto de um bate-papo de blogueiros com o diretor Luiz Villaça:

Até o convite para a Tessalia Serighelli (@twittess) participar do Big Brother 10 não foi por acaso. Sem dúvida foi uma tentativa de gerar repercussão nas redes sociais e estimular os usuários do Twitter a acompanharem o programa.

A Globo quer se renovar. Quer descobrir uma nova televisão. Uma TV interativa, envolvida com as redes sociais. Na verdade, a febre dos programas de reality show já eram um princípio disso tudo.

E não pára por aí. A Globo também está atrás do conceito de transmídia. O americano PhD em Comunicação e Artes, Henry Jenkins, promoveu esse conceito em seu livro Cultura da Convergência. A proposta é de tornar o conteúdo independente do meio, ou seja, uma novela não precisa ficar restrita ao meio televisivo. A novela poderia ter parte da sua trama transportada para uma revista impressa ou para um hotsite. O próprio Henry Jenkins esteve recentemente no Brasil, à convite da Globo, para dar uma palestra aos funcionários da rede de televisão.

Ao aplicar esse conceito, a Globo pode por exemplo, estimular e aproveitar melhor seu portal na internet. Tenho a impressão inclusive, que o "paredão" da Tessalia no Big Brother gerou um índice de votação pelo hotsite maior do que o normal. Faça uma projeção do que isso significa em relação à venda de publicidade no portal da Globo. Além do intervalo na TV, a Globo pode lucrar também com anúncios no portal. Sacou?


Todas esses novos conceitos aplicados no processo de comunicação, geram um novo modelo de consumo de publicidade.

É o caso da campanha "Esse produto é Brother". Essa promoção criada pela marca Procter & Gamble aplica todos esses conceitos e faz uso desse novo modelo de consumo de publicidade.

Dez consumidores da marca que se cadastrarem no site www.produtobrother.com.br serão sorteados para passar um final de semana confinados na casa do Big Brother Brasil. Durante o final de semana será realizada uma prova e o ganhador leva R$ 500 mil.

A divulgação dessa promoção está acontecendo tanto na televisão, como nas redes sociais, procure por aí e você verá vários blogs comentando a ação.

Bem diferente do que um simples comercial no intervalo da televisão...

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22.2.10

#offtopic: Lá vai uma camisa oficial do Palmeiras!


Não, esse não é um blog sobre futebol. O mais perto que posso chegar do esporte é talvez comentar alguma estratégia de marketing esportivo.

Nem tão pouco sou torcedor do Palmeiras. Moro próximo do Palestra Itália e do Pacaembu, mas não sou fanático por futebol.

Apesar de tudo isso, não poderia perder a oportunidade de presentear um leitor do e-Code. Explico: ganhei uma camiseta infantil do Palmeiras; porém como já passei dos 12 anos de idade e também ainda não tive filhos, resolvi sortear a camiseta aqui no blog.

Trata-se de uma camisa oficial do Palmeiras (modelo 2008, uniforme 2 - foto acima), tamanho infantil (12A). Se você tem filhos, primos, sobrinhos, etc; e quer participar do sorteio, basta publicar no seu Twitter a frase abaixo:

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eu quero! RT @ericmessa: não sou palmeirense, mas vou sortear no blog uma camisa oficial (@sitePalmeiras) - http://migre.me/kQES
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O serviço oferecido pelo site Sorteie.me irá registrar todos que publicarem essa frase e na noite desta quarta (24) farei o sorteio!

Alguns minutos após a publicação do tweet, o seu nome já estará registrado na relação do serviço Migre.me. Clique aqui para conferir.

É preciso adicionar-me no Twitter?
Não. Muitas promoções semelhantes a essa pedem para que você passe a seguir um determinado usuário do Twitter. No meu caso, peço apenas que colabore na divulgação do blog. Prefiro que sigam meu perfil no Twitter apenas aqueles que realmente se interessam pela minha área de atuação, e gostam do que publico ali. Assim posso garantir um alto índice de relevância na minha lista de seguidores. Afinal, o meio digital não é um meio de massa!

Para concluir: essa não é uma ação de marketing esportivo em mídias sociais criada para divulgar a marca do Palmeiras, mas fica a dica! :-)


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[updated 24/02] Resultado do sorteio:
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Como prometido, o sorteio foi realizado na noite desta quarta, e o ganhador da camisa foi o Luis Fernando (@fergerminare). Parabéns!

Aqui está o link para confirmar o resultado do sorteio.


Ação de branding em redes sociais:
Fiz esse sorteio apenas para ilustrar uma mecânica bem simples que pode ser adotada para divulgar uma marca (ou um produto).

Nem este blog, nem o meu twitter, são referências para assuntos relacionados à esporte ou ao time do Palmeiras. Porém, mesmo com essa baixa relevância, durante os 3 dias da promoção, mais de 70 pessoas participaram e republicaram no twitter a frase que divulga a marca do palmeiras e o link do post.

Qualquer um pode conferir o número de seguidores de cada um desses participantes para fazer uma estimativa de pessoas impactadas pela mensagem. O número potencial é de mais de 10.000 impactos.

E quem prestar atenção na lista de pessoas que republicaram, verá que a mensagem foi capaz de alcançar um grupo de torcedores do Palmeiras.

Ou seja, um usuário comum da rede é capaz de impactar um volume considerável de pessoas.

Imagine por exemplo, se uma marca escolhesse estratégicamente cerca de 20 pessoas para sortear um novo produto. Imagine se fossem selecionadas pessoas realmente influenciadoras do público-alvo e ao invés de uma única pessoa, realizar cerca de 20 sorteios simultâneos!?! O número de replicadores seria bem maior que o obtido na minha experiência, e além disso, seria multiplicado por 20!

Esse é o novo paradigma da publicidade. Convidar e estimular o próprio consumidor do produto a participar do processo de comunicação. Que tal tentar pensar a partir desse novo paradigma durante o planejamento e a criação da sua próxima campanha?

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2.2.10

Ferme des Journalistes: vivendo apenas de redes sociais


É possível manter-se atualizado, tendo acesso apenas às redes sociais? O Twitter e o Facebook podem oferecer as mesmas informações que veículos de massa como o jornal, o rádio ou a televisão?

Essas são as perguntas que 5 jornalistas (quatro franceses e uma suiça) colocaram à prova em uma experiência que faz parte do projeto "Huis clos sur le Net".

Eles permanecerão essa semana (01-05/fevereiro) isolados em uma casa de campo na França, e prometem atualizar-se apenas com as notícias recebidas pelo Twitter e Facebook.

Toda a experiência será relatada no blog do projeto (http://huisclossurlenet.radiofrance.fr).

Particularmente acredito que as redes não substituem por completo os veículos de massa tradicionais. E sem dúvida, os 5 jornalistas pretendem provar isso. Por outro lado, já é evidente que uma boa parte das informações do nosso cotidiano serão distribuídas pelos próprios usuários. Quem já era usuário do Twitter na época da morte do Michael Jackson ou mais recentemente, do terremoto no Haiti, sabe do que estou falando.

Talvez esse grupo de jornalistas seja capaz de mostrar que as redes sociais são muito eficientes para transmitir, com grande velocidade, informações relevantes para a maioria dos participantes de determinada rede.

Há inclusive, quem diga que grande parte das notícias em breve circularão principalmente pelas redes sociais. É disso que se trata, por exemplo, o estudo "How Our News Sources Changed in the Last 200+ Years" que apresenta o gráfico utilizado no início deste post.

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27.1.10

LaDeCasa: um novo blog, um novo coletivo


LaDeCasa é um coletivo que produz um blog. Acabou de nascer no endereço http://ladecasa.wordpress.com.

O coletivo é formado por amigos que se conheceram na Faculdade de Comunicação e ainda durante o curso, resolveram que não queriam mais apenas ouvir. Queriam falar. Participar.

Não é o primeiro blog deles, assim como esse não é o primeiro blog que nasce de uma história semelhante.

Mas assim como todos os outros blogs, ele tem a sua particularidade. Leia os posts e você descobrirá o tom descontraído com que esse coletivo leva a vida; e escreve seus artigos.

Outra particularidade deste coletivo é que todos foram meus alunos. Por conta disso, sei que para eles, não basta ouvir. Eles querem colaborar. Que bom. Sucesso!

LaDeCasa: http://ladecasa.wordpress.com

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25.1.10

Exposição X Geolocalização


Há cerca de 2 anos venho insistindo na ideia de que vivemos uma "era da exposição".

A sociedade aos poucos foi evidenciando seu lado narcisista e egocêntrico. O desejo de ser visto e reconhecido foi então, incorporado pelos modelos comerciais de comunicação.

Um dos marcos desse fato, aconteceu nos anos 90, com o surgimento dos programas para televisão rotulados como "reality show". Ali, pessoas comuns conquistavam a exposição pública tão desejada.

No meio digital, foram as redes sociais, que a partir de 2001, começaram a ganhar o gosto de pessoas espalhadas pelo mundo inteiro. Elas criavam seus "profiles" e tornavam públicas, dezenas de informações que até então, eram de cunho privado.

Mas não foi apenas o caráter narcísico e egocêntrico da sociedade que estimulou o crescimento das redes sociais no mundo. Foram importantes também o desenvolvimento das culturas da colaboração e da participação, que por sinal, ganham a cada década que passa, mais valor dentro da nossa sociedade.

O fato é que principalmente nos últimos dois anos, passamos a lidar com situações interessantes como a reorganização do limite entre público e privado. Claro, esse tema já é discutido há séculos, mas nos últimos dois anos é assunto do dia-a-dia da população.

Em 2001, vi amigos considerarem absurda a ideia de alguém criar um perfil no Orkut e tornar público suas preferências pessoais, como os restaurantes mais freqüentados ou mesmo seus filmes preferidos e time de futebol. Hoje, essas mesmas pessoas não só possuem essas informações publicadas no Orkut, como em outras 2 ou três redes sociais.

Aparentemente, 2010 será mais um ano marcante. Ao que tudo indica, veremos ao longo do ano a popularização de diversas ferramentas que fazem uso do recurso de geolocalização.

Desde 2007, já começaram a aparecer recursos que indicavam sua atual posição geográfica dentro da rede, mas na época era ainda muito "estranho" tornar pública tal informação. Alguns dos serviços de geolocalização criados já nem existem mais.

Por outro lado, desde então esse assunto foi colocado em discussão, enquanto desenvolvia-se novos aparelhos e serviços baseados na tecnologia do GPS.

Chegamos então em 2010, ano em que o GPS já é um recurso facilmente encontrado em celulares. Além disso, o meio digital também já oferece diversas possibilidades de aplicação dos dados de geolocalização.


O Google Latitude (http://www.google.com/latitude)é um desses serviços que rapidamente vem ganhando novos adeptdos. Aqueles que possuem celulares equipados por com GPS, podem ter sua posição geográfica atualizada constantemente no Google Maps.

Essa informação é acessível apenas para uma lista de contatos autorizada, que eventualmente pode estar na mesma região.

Outro serviço que cresce rapidamente é o Foursquare (http://foursquare.com). Trata-se de uma rede baseada em geolocalização, mas com foco em estabelecimentos públicos. A partir do celular você indica o local onde se encontra naquele momento (restautante, bar, hotel, etc) e pode acessar informações publicadas por outros usuários da rede que já passaram por lá, indicando sua opinião sobre o estabelecimento.

Sem dúvida há ainda muito o que se criar com essa ferramenta de geolocalização. Em paralelo, também há muito o que se discutir sobre os limites entre o público X privado e essa tal de "era da exposição".

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21.1.10

Nokia libera o uso gratuito do serviço de navegação por mapas

Os aparelhos de celular equipados com GPS da Nokia oferecem um serviço de navegação por mapas semelhante aos equipamento de navegação por GPS para carros. Ele mostra na tela o trajeto e uma voz indica as direções.

A novidade é que esse serviço foi aperfeiçoado e agora é oferecido gratuitamente. Você pode conferir como utilizar o serviço em http://www.nokia.com.br/mapas.

Provavelmente a Nokia percebeu que estava perdendo espaço para o Google Maps. Hoje o serviço do Google mostra no mapa apenas a sua geolocalização, mas em breve teremos à disposição, gratuitamente, um serviço de navegação semelhante aos oferecidos pelo aparelhos de GPS para automóveis. Veja abaixo uma demonstração:



A Nokia é uma empresa que busca sempre a inovação. Considero uma decisão acertada oferecer gratuitamente aos seus usuários um serviço de qualidade, assim ela faz a manutenção da fidelidade dos seus clientes.

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