A MANUTENÇÃO DA IMAGEM NA ERA DA VELOCIDADE

April 29th, 2009 by Juliana Prestes

O jornalista Mário Rosa acaba de relançar seu  livro sobre a ética na era das imagens e da internet. “A reputação na velocidade do pensamento” nos dá um panorama de como a noção de ética e comportamento moderno devem ser pensadas cada vez mais rápido e como as escolhas que tomamos devem ser cada vez mais bem avaliadas.

Através de informações interessantes  - você sabia que o número de internautas que participam da rede diariamente é o mesmo número da população da China? Ou seja, um bilhão de usuários – o autor nós mostra como o bombardeio de imagem que recebemos o tempo todo afeta nossas vidas. Principalmente pelo fato de que o acesso a imagens e a sua manipulação é algo extremamente fácil.

O resultado disso é que fica muito difícil para as pessoas julgar aquilo que elas vêem, principalmente quando se trata de uma imagem pública . Por esses e outros motivos decorridos ao longo do livro o autor explica porque a imagem empresarial hoje em dia é algo que deve ser levado muito a sério – na era da velocidade, ela pode se erguer de dia e desmontar a noite.

Como sugere o autor, o livro “é um manual para quem precisa preservar a credibilidade e sobreviver num mundo competitivo e cheio de novas armadilhas”.

 

Ficha Técnica
Nome do Livro: A reputação na velocidade do pensamento – Imagem e ética na era digital 
Autor: Mário Rosa 
Editora/ano: Geração Editorial /2006

A ÉTICA DO MAIOR BARBEIRO DO BRASIL

April 28th, 2009 by Carla Pestana

A seguradora MAPFRE acabou de divulgar sua nova campanha intitulada “O maior barbeiro do Brasil” , porém o “barbeiro” nesse caso é a pessoa que comete acidentes no trânsito. Nesse site, existe uma promoção aonde as pessoas mandam vídeos, fotos ou textos das piores barbeiragens que cometeram. Tais histórias são votadas pelo público e as campeãs ganham prêmios como laptops, tocadores de MP3 e câmeras fotográficas.

A intenção da empresa nesse caso era promover a importância de fazer um seguro de carro, através de situações consideradas engraçadas. Porém até que ponto essas histórias são apenas engraçadas e quando elas passam a ser uma promoção do descaso com o trânsito?

Ao escolher um meio não tão comum como a internet para promover sua ação, a empresa parece ter se esquecido de que tudo que cai na rede hoje em dia é veiculado com uma grande velocidade e está sujeito a diferentes interpretações. Quando a ação começa a ser encarada apenas pelo seu lado “engraçado”, passa a ser um perigo para a imagem da empresa – afinal, uma seguradora deveria promover a segurança e a prevenção de acidentes, não incentivá-los com prêmios.

A imagem nos dias da mídia digital deve ser preservada em todos seus aspectos, e exatamente por isso, ao usar um meio tão público como a internet, uma ação deve ser pensada sobre todos os prismas. Desse jeito fica mais fácil evitar segundas – e terceiras – interpretações. 

Como anda a reputação da sua marca?

April 25th, 2009 by Eric Messa

Fica aqui o aviso: logo mais nos veremos frente a mais uma nova fase de um paradigma que afeta nossa sociedade. Aqueles que acompanham a evolução dos meios de comunicação, em especial os meios digitais, já devem estar cientes, afinal não se trata de um fato puramente novo, mas de uma evolução gradual que ocorre ao longo do tempo. Como já comentei em artigo anterior, se antes vivíamos a “era da vigilância”, hoje estamos inseridos em uma espécie de desdobramento deste conceito, que cheguei a chamar de “era da exposição”.

O que deve acontecer em breve, portanto, é apenas a gota d’água que fará transbordar o copo, evidenciando essa nova realidade. Mas o copo já estava praticamente cheio, era só prestar atenção.

Os chamados heavy users da internet já estão um tanto cansados de ouvir os termos “reputação” e “relevância” sendo aplicados em diferentes situações. É provável que faça mais de 10 anos que surgiram as primeiras comunidades virtuais que utilizavam ferramentas, na época ainda bem simples, para calcular o tal índice de “relevância” do conteúdo ou de “reputação” dos participantes daquela comunidade.

A proposta era evidenciar as informações valiosas ou quem eram as pessoas mais influentes daquela comunidade. Essa idéia se propagou e foi inserida em praticamente todas as diferentes redes sociais hoje existentes. Algumas redes designam nomes fantasiosos como “karma”, “props” ou “diggs” para classificar o índice de influência dos seus membros. Em outras redes o índice é menos explícito e fica restrito à indicação pública do número de “amigos” ou “seguidores” que cada membro possui.

Pois bem, a prática constante dessa “lógica” acabou por condicionar nossa sociedade. Hoje é comum determinar um nível de popularidade ou até mesmo confiabilidade, para alguém até então desconhecido apenas por observar seu índice de reputação e popularidade nas redes sociais.

Enfim, o fato iminente é que logo não será mais preciso participar de uma rede social para sofrer as conseqüências desse índice de confiança, reputação, relevância ou o que seja. Na verdade vejo com freqüência muitas pessoas utilizando como um fator de cálculo de “relevância” o volume de citações registradas na resposta de pesquisa do Google.

Muitas empresas já estão colocando em prática softwares especialmente construídos para coletar informações registradas na internet , seja a partir dos resultados do Google ou das diversas redes sociais. A intenção desses softwares é tentar separar comentários positivos de negativos sobre determinado assunto e com isso gerar o tal “índice” de reputação. Não importa apenas a quantidade de citações no Google, mas também o conteúdo dessas citações.

Logo mais todos nós seremos engolidos por essa onda de classificação da reputação, seja uma pessoa desconhecida, um profissional conceituado, uma marca ou produto de uma empresa. Faça uma pesquisa no Google e verifique quantas citações ele encontra. De que valerá para uma empresa ter um alto número de citações na internet se a maioria delas forem de consumidores reclamando do seu produto?

Ou seja, o que é publicado na internet está registrado e passível de avaliação. Não há como escapar. Mesmo que você prefira não publicar qualquer informação sobre seu produto na web, seus consumidores o farão, assim que experimentarem o produto.

Tendo ciência de que inevitavelmente esse “índice de reputação” será um fator de influência na imagem da marca de uma empresa ou do seu produto, o que veremos daqui pra frente será a adoção de diferentes ações de comunicação que envolvam a participação do consumidor, estimulando-o a registrar na internet suas impressões; de preferência, positivas.

Sem dúvida a criatividade dos profissionais de mídias sociais será capaz de criar estratégias inovadoras nesse sentido. Apenas para exemplificar cito o formato já utilizado por algumas marcas em que um grupo de autores de blogs são convidados a participar de uma ação de branding experience ou então recebem um produto em lançamento para avaliação. A idéia aqui é estimular que estes blogueiros espalhem pela internet suas impressões e com isso contagiem outros usuários da rede que podem vir a ser potenciais consumidores. A maioria das ações que envolvem o chamado social media caminham nesse sentido.

Por isso, faço um alerta. Pare tudo agora e faça uma busca no Google pelo nome da sua empresa ou do seu produto. Se o resultado que você receber for um volume grande de comentários negativos ou por outro lado um número muito pequeno de citações, é hora de sentar com um profissional de social media e criar com ele alguma estratégia de propagação da sua marca na internet. É provável que logo tenhamos até um termo próprio, como branding dissemination, por exemplo, mas o importante é que, em pouco tempo você terá uma marca mais forte e ainda será considerado um pioneiro!

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Artigo publicado originalmente no portal JumpExec em 10/02/2009
http://www.jumpexec.com.br/ArtigoIntegra.aspx?ID=2763
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