As relações públicas (ou a falta dela) no Rodeio de Jaguariúna

May 26th, 2009 by Juliana Prestes

Na última sexta feira, dia 22, devido a um tumulto ocorrido na arena do rodeio de Jaguariúna, 4 pessoas morreram pisoteadas e outras 11 ficaram feridas.

Tragédias a parte, esse pode ser considerado um perfeito exemplo de como a falta das relações públicas e de uma comunicação transparente pode piorar uma situação que já é ruim o suficiente.

No sábado de manhã era possível acompanhar por qualquer emissora de TV o que havia acontecido na noite anterior. Porém nenhuma palavra foi dada ao público por parte da organização do rodeio.

Quem tinha o seu convite para o show de sábado não tinha outra opção senão esperar (com um certo receio, óbvio), a decisão final da organização e da justiça sobre a continuidade das atividades ou não. Quem tentava buscar alguma resposta mais rápida batia de frente com um site desatualizado e completamente congestionado, com uma linha telefônica que ninguém se dava o trabalho de atender e com uma polícia mal informada que aparentava saber menos do que o próprio público.

As 8 horas da noite, tentar achar qualquer resposta sobre isso ainda era um pouco frustrante. Até que então, sem mais nem menos, a rede globo resolve anunciar que o rodeio foi cancelado.

Em seguida mais questionamentos: o que faço com meu convite? Posso trocar por dinheiro ou haverá uma alteração de datas?

 Até agora as respostas ainda são muito confusas. Ao entrar no site para tentar achar informações e esclarecimentos, o público se depara com mais confusão. O telefone disponibilizado no site novamente  só chama, e o próprio site não dá nenhuma resposta cabível além de uma pequena nota na página de entrada.

Sem contar que não foi veiculada informação alguma sobre a tragédia ocorrida.

A relutância da organização em se pronunciar sobre o fato faz com que as pessoas se sintam ignoradas, principalmente as famílias que sofreram perdas significativas nesse dia.

Uma atração tão conhecida e tão tradicional pode ver seu fim através do silêncio daqueles que mais devem respostas.

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