RELAÇÕES PÚBLICAS GANHAM DESTAQUE NO CENÁRIO ATUAL

May 11th, 2009 by Katia Meireles

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As relações públicas vêm ganhando cada vez mais espaço na comunicação das empresas. Prova disso é que dois dos principais prêmios da propaganda incluíram a atividade entre as categorias julgadas. Neste mês, a 50ª edição do Clio Awards vai avaliar os casos de comunicação estratégica que fortaleceram a credibilidade, o reconhecimento e a reputação das empresas. Já na 56ª edição do Festival Internacional de Publicidade de Cannes, em junho, estréia a entrega do PR Lions, o troféu de relações públicas.

Uma das possíveis razões para o crescimento da atividade, até há pouco desconhecida por muitos, é a busca que ela tem realizado pela modernização e sintonia com as demais áreas de comunicação. Além disso, as demandas de comunicação se expandiram por conta da sofisticação do mercado brasileiro. Nos últimos anos, as empresas brasileiras aumentaram ações fora do País, se apresentando para diferentes culturas e hábitos, e sociedade civil tornou-se mais participativa.

Segundo João Rodarte, sócio fundador do Grupo CDN e jurado brasileiro no PR Lions, uma empresa não pode mais ficar restrita ao que se publica sobre ela na mídia tradicional, porque os canais de comunicação se multiplicaram. Para ele, isso significa que “as companhias devem saber o que se fala delas nas redes sociais. Precisam se relacionar com ONGs, Ministério Público, entidades ambientalistas, sem falar nos investidores e fornecedores. Todos querem informações e são públicos relevantes”.

Na opinião de Tom Camargo, sócio da FSB, a chegada da era da informação, onde o conteúdo ganhou relevância estratégica nos negócios, é um dos fatores que levou as agências de comunicação ao reconhecimento. “Hoje, há uma preocupação em se oferecer o máximo de conteúdo. A clareza e precisão devem estar presentes em todas as etapas da comunicação”, conclui.

Oportunidade mais recente é a crise financeira global, que carrega consigo a necessidade das empresas de fidelizar o consumidor e manter a política de responsabilidade socioambiental frente ao corte de gastos e diminuição de custos. Com a escassez de recursos, as organizações tendem a procurar alternativas para que seu público as escolham perante a concorrência.

Gastar milhões em campanhas de publicidade não é mais uma possibilidade para a maior parte das companhias, o relacionamento marca-cliente passa a ser, então, prioridade. Aqui, o setor das Relações Públicas ganha destaque. Além de contar com ações financeiramente mais econômicas, a atividade permite criar elos entre essas duas vertentes que ultrapassam o impacto imediato causado pelas mídias tradicionais das quais se utiliza a propaganda.

Completando o cenário atual das organizações, presenciamos o desenrolar de uma série de acontecimentos – como as demissões em massa – que envolvem a opinião pública, o governo, sindicatos, imprensa, entre outros, e que levam as organizações a ficarem com a sua imagem “manchada”. Essas crises organizacionais demandam profissionais capazes de amenizar os impactos decorrentes do abalo dessas relações e solucionar os problemas referentes à comunicação ética e responsável.

Oportunidades não faltam, tampouco profissionais capazes de desenvolver as habilidades de comunicação integrada dentro das empresas, ainda que não denominados Relações Públicas. O reconhecimento nada mais é do que o resultado da insistência dessa classe em se solidificar no mercado como uma atividade diferenciada e de importância estratégica para as organizações preocupadas com sua imagem.

Fonte: Estado de S.Paulo - 23/02/2009

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