Resultados das últimas edições das pesquisas “Comunicação Corporativa nas organizações” e “Pesquisa Comunicação Interna” revelam crescimento potencial das áreas
May 25th, 2009 by Katia Meireles

Conforme já disse em um dos posts, a Comunicação Corporativa é um segmento de mercado que vem crescendo em importância e investimentos. A última edição da pesquisa “Comunicação Corporativa nas organizações”, desenvolvida em 2008 pelo DatABERJE (Instituto de Pesquisa da ABERJE – Associação Brasileira de Comunicação Empresarial), apresentou dados relevantes sobre as características atuais da comunicação nas grandes empresas que atuam no Brasil.
Dentro delas, é alto o índice de entrevistados que percebem que a área de Comunicação é estratégica, principalmente no ramo de serviços, onde 67,4% têm essa opinião. Outro dado revelado diz que muitas são as denominações utilizadas para a área de Comunicação, por exemplo, Comunicação Corporativa/ Empresarial/ Institucional. Vale ressaltar que apenas 5,4% das empresas avaliadas não possuíam uma área de Comunicação. A pesquisa mensurou, porém, que as equipes dessa área são, na maioria das vezes, muito enxutas: quase 80% das empresas têm setores de Comunicação com menos de 10 pessoas.
No entanto, as conclusões do estudo foram positivas. De acordo com ele, o Brasil tem sido um bom terreno para experiências em comunicação corporativa, particularmente no que diz respeito ao relacionamento com o público interno. Isso porque a criatividade dos profissionais locais, associada ao perfil receptivo do cidadão brasileiro, proporciona uma situação favorável para implantação de modelos colaborativos de comunicação e aumenta a receptividade em relação às iniciativas na área.
E, visando avaliar esse âmbito comunicacional, outro estudo foi elaborado pelo DatABERJE. A “Pesquisa Comunicação Interna 2007” tem o objetivo de mapear os avanços na área e comparar dados das edições de 2002 e 2005 sobre o mesmo tema. Os aspectos abordados enfocam o status da Comunicação nas empresas, a estrutura das equipes, a formação dos gestores, além de investimentos na área.
De acordo com ela, dividida entre diretorias e gerências de Comunicação/ Relações Públicas e Recursos Humanos, a Comunicação Interna passou a se reportar também a áreas como Assuntos Corporativos / Institucionais e até mesmo à presidência da empresa. Além disso, detectou-se que a liderança da área de Comunicação Interna por formados em Jornalismo diminuiu de 47,9% em 2005, para 34,1% em 2007, enquanto houve uma recuperação no percentual de profissionais formados em Relações Públicas (de 14,4% para 22% no mesmo período).
Em relação aos investimentos na área, pode-se dizer que os números estão estabilizados e são tímidos. Uma organização que emprega 5.000 funcionários e investe R$ 500 mil ao ano em Comunicação Interna, aplica R$ 100,00 per capita por ano (o que resulta em R$ 8,30 funcionário/mês). Seguindo o mesmo raciocínio, numa empresa que investe R$ 3 milhões e tem 30.000 funcionários, o valor per capita é exatamente o mesmo.
Dessa forma, concluímos que as estratégias de valorização do funcionário pelas empresas, como importante público na construção de sua reputação, ainda precisam ser incrementadas. Embora a área tenha crescido e se estruturado nos últimos anos, 65% dos profissionais investigados acredita que o trabalho de Comunicação Interna não atende completamente às necessidades de informação dos funcionários.
Esses resultados só confirmam a tese que venho defendendo desde o início do blog OQRP de que há inúmeras oportunidades para nós, profissionais de Comunicação da nova geração, de mostrar a importância da área e mudar o perfil institucional das organizações nesse âmbito.
Para conferir as pesquisas na íntegra, acesse:
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