RP NO PALCO

May 21st, 2009 by Flávia Nemoto

Quem nos faz percorrer o caminho da faculdade de RP aos palcos de grandes musicais é Bia Camara, 29 anos, formada em Relações Públicas, na FAAP em julho de 2005.

Entrevistei Bia na última terça-feira, na escola onde fazemos aulas de teatro-musical e dança. Para dizer a verdade, não tenho muitas lembranças de como foi esse dia, mas posso dizer que foi um prazer conversar e me inspirar com essa entrevista.

Descobri na Bia uma profissional apaixonada. O que dizer? É artista e sensível. Fez o que estou fazendo. E faz o que eu quero fazer. Elo entre todas as coisas.

bia-camara

Por Relações Públicas? Adorava me envolver com eventos, desde pequenininha sempre fui representante de sala, sempre gostei de organizar: festa junina, rifas; eu adorava! Então, achei que RP tinha um pouco da minha cara, era o que eu gostava de fazer, resumindo, fui motivada por essa área de evento. E aí, lógico, todo mundo quando chega na faculdade de RP se surpreende com a dimensão das coisas que o profissional pode e deve fazer – comigo não foi diferente!

A grade curricular: disciplinas específicas e humanidades- As matérias específicas ajudam muito, porque a gente entra com um conceito na faculdade e de repente o conceito se amplifica muito e direciona o aluno para entender o que realmente o profissional de RP faz. Ou seja, essas matérias ajudam a esclarecer as dúvidas, pois juntam o que já existe em nós com as interfaces do conceito e de sua aplicação. Já as humanidades fazem muita diferença para quando profissional for lidar com o mercado dinâmico, pois não adianta saber tudo de Relações Públicas se o repertório limitar-se a isso. Ser RP exige formação humanista, para melhor relacionar-se com seus públicos e por isso a grade de humanidades é importante e contribui muito para se compor sensibilidade – o profissional de RP precisa ser sensível e saber usar a empatia – que junto aos conceitos específicos, levam a profissão para frente. Confesso que a gente acaba usando tudo! Por isso, acho que o curso de RP da FAAP está muito bem estruturado e consegue proporcionar informações de uma gama geral que permite aplicar tudo aquilo que se aprende.

Uma artista RP – O artista em geral, mas principalmente no meio do teatro trabalha com a própria imagem o tempo inteiro. Porque você precisa saber se colocar, saber se posicionar, saber a hora de falar ou de não falar, saber a hora de agir e de não agir, saber quando é preciso ir para frente. Dessa forma, a minha formação em Relações Públicas me ajuda a administrar a minha imagem; é como se eu fosse uma empresa e eu mesma me administrasse. Então, RP faz parte de quem eu sou o tempo inteiro e não só na profissão de atriz, mas o tempo todo mesmo, pois me deu uma noção, um senso crítico e um senso de humanidade para saber a lidar com as pessoas. Eu sempre tive isso desde pequena, sempre gostei de ajudar, mas eu acho que a faculdade me permitiu fazer a coisa de uma forma mais ética ainda, da forma mais justa que eu posso. Portanto, a contribuição da faculdade, eu acredito, é a consciência do pensamento crítico e ético.

RP na sociedade e nas organizações – faz diferença? TODA!!! (risos) TODA A DIFERENÇA!!! É complicado, porque nem empresas, nem a sociedade reconhecem ainda o valor do profissional de Relações Públicas. E é uma pena que eles ainda não acordaram para isso, pois o pensamento do RP pode mudar completamente a empresa e a sociedade com conceitos que eu já citei, como ética, justiça etc. RP é fundamental.

Relações Públicas é uma filosofia? Absolutamente. Concordo muito: a faculdade me transformou como pessoa – tudo que eu aprendi, os conceitos de RP, de ética, de justiça, de comunicação, de relacionamento, eles fazem parte de mim. É uma filosofia que ficou na minha cabeça e que eu aplico todos os dias, na minha profissão, com o meu marido, com os meus cachorros, é a minha filosofia. É claro que, na faculdade você vai receber várias informações e as que fizerem mais sentido, vão ficar mais tempo com você. A gente tende a absorver as informações com as quais mais nos identificamos e a partir delas criamos nossa própria filosofia. Hoje, a minha filosofia é embasada totalmente na minha faculdade de RP.

RP é: Relacionamento. Elo entre todas as coisas.

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