A morte de Eros?

June 9th, 2009 by Flávia Nemoto

Se começarmos uma contagem regressiva até os primórdios, poderemos nos deparar com religiões que exigiam o sacrifício de seus devotos ou a oferenda de riquezas e comida para os deuses como parte de seus ritos. Esse tipo de atividade representa o amor de Eros, um amor possessivo que visa atender às demandas de seu(s) deus(es).

O Eros platônico é explorado em O Banquete. Filho de Penúria (Pobreza) e Poros (Expediente/Riqueza), ele herdou as características de ambos: como a mãe, é um eterno mendigo, passa a vida buscando aquilo que carece e do pai herdou a admiração do que é belo e bom, é talentoso e capaz de inventar planos para alcançar seus propósitos.

Eros não é um divino, nem mortal, então, está entre a sabedoria e a ignorância. Se fosse um deus seria um sábio e, consequentemente, já possuiria sabedoria e não precisaria filosofar; se fosse ignorante também não filosofaria, uma vez que sem ter consciência do que lhe falta, ele não iria buscar a sabedoria.

O amor é intermediário entre o sensível e o inteligível, os homens e os deuses, as ideias e suas manifestações. E Platão nos diz utilizando-se do diálogo – que é um convite ao trabalho incessante de reflexão e interpretação – apresenta a ascensão do erótico ao filosófico, por meio do encadeamento de discursos que compõem o movimento dialético, da contemplação dos belos corpos à contemplação do próprio belo.

Desse modo, Platão concluiu que o amor é filósofo. É aquele que busca aquilo que não tem: o conhecimento. E para buscar é necessário desejar, estar possuído pelo Eros. Ou seja, nos diz sobre a condição humana: o desejo de conhecer ou de atribuir sentido ao mundo.

Sendo assim, o saber está entre as coisas mais belas: é o Amor, é o desejo do belo. Portanto, forçosamente o amor é filósofo e por isso, está situado entre o sábio e o ignorante. Todos aqueles que desejam o conhecimento estão possuídos de Eros, do desejo de conhecer as coisas boas e belas. Não desejar conhecê-lo significa ou que já se conhece – como os deuses – ou que não se tem consciência da necessidade de conhecer – como os ignorantes.

O amor sensual, de Eros, veio a reinar nas sociedades modernas industriais. Após uma queda, devido ao engrandecimento do amor de ágape, que ainda domina grande parte da sociedade, teve seus dias contados. No entanto, hoje, na sociedade contemporânea – a contagem regressiva para o retorno do amor de Eros, posto que no mundo onde vivemos vale mais o amor como mercadoria, do que o amor como sentimento. De que maneira o homem reificou suas pulsões, transformando-as em objetos de uso, de culto, estéticos?

Esta circunstância, somada à minha formação em comunicação social, torna inevitável a associação com a profissão de Relações Públicas, que ainda tenta ser reconhecida: tentamos mudar o olhar dos publicitários que nos podam e de empresários que não entendem o quão importante é a profissão e o potencial desta no mercado.

O amor de Eros pode ser associado com a Publicidade, que seduz seu cliente, ao contrário das Relações Públicas, associado ao amor de ágape, pois para ser RP, o amor entre público e instituição deve ser voluntário, verdadeiro e não apenas sedutor. As duas profissões abarcam conceitos opostos, assim como os dois tipos de amor, mas ambas se estruturam na sociedade e convivem, porém, cada qual com seu público.

Então, pergunto-me: será que está é a chave do negócio???

Nós temos que utilizar Eros como um apelo para tudo àquilo que gira em torno do capitalismo?!?!

RP no universo corporativo

June 9th, 2009 by Carolina Luco

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Planejamento estratégico é um dos investimentos mais explorados por empresas segundo o IBOPE, tais como desenvolvimento de produtos e serviços e canais de venda. O que sem duvida engloba um investimento considerável na comunicação corporativa.

A departamentalização é um fator importante para analisar a administração e identificar a cultura organizacional definida pela gestão. O departamento de marketing fica com os eventos, seguidos por meios de comunicação dirigida, como e-mail mkt ou mala direta, e o departamento de RP fica responsável por integrar os diversos tipos de públicos e lidar com a imprensa. Porem todas essas formas de comunicação devem ser integradas de maneira que haja harmonia entre elas e essa é a função de um RP.

A comunicação interna, comunicação institucional, comunicação mercadológica, projetos, estratégias de comunicação dirigida, eventos, relacionamento com clientes, internet, pesquisa, assessoria e consultoria, responsabilidade sócio-ambiental, relacionamento com a mídia e fortalecimento da marca, ajuda com que as empresas construam redes de relacionamentos (networking) e/ou one to one com seus stakeholders, com o objetivo de manter e ampliar seus resultados no cenário cada vez mais competitivo. Daí a importância de um profissional de comunicação social.

O RP pode atuar de forma a interpretar, prever, controlar e mensurar a comunicação, pois o consumidor também passa por diversas mudanças. Atende à comunicação interna com boletim informativo, mural, intranet, e-mail, sondagens de opinião, datas comemorativas, lançamentos de produtos, manual do funcionário, código de ética, mensagens institucionais, entre outros. Ele tem hoje uma atitude pró-ativa e busca informações não apenas sobre produtos e serviços. Não se preocupa somente com o que consome, mas sim com a postura ética de seus executivos, funcionários, acionistas, fornecedores, parceiros, beneficiários e terceirizados.

ESCRÚPULOS

June 9th, 2009 by Marcela Sanchez

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Baseado na obra do escritor John Le Carré, o enredo desse filme se desenrola a partir do assassinato brutal de Tessa Quayle, uma ativista (interpretada por Rachel Weisz) em uma área remota no Quênia (África). O principal suspeito pelo crime é seu colega de trabalho, um médico que se encontra foragido. Perturbado pela culpa e assobrado pela possibilidade de infidelidade da esposa, Justin Quayle (Ralph Fiennes), diplomata por profissão e jardineiro por hobby, embarca em uma odisséia que o leva a três continentes para descobrir o que há por trás da morte da esposa. Nessa busca, acaba se deparando com a corrupção entre os governos locais e a indústria farmacêutica, que juntos manipulam a população para usá-la como cobaia em testes de remédios contra tuberculose.

John Le Carré escolheu o segmento farmacêutico para denunciar um grande crime humanitário, servindo-se da metáfora da exploração do Terceiro Mundo e dos países em desenvolvimento que presenciamos dia após dia. Ele poderia ter focado outros segmentos como o do petróleo na Nigéria, ou partido para qualquer direção que denunciasse o absurdo que são as ajudas destinadas a reduzir a dívida externa se não forem acompanhadas de um controle responsável da globalização.

Para isso, em sua trama, o narrador se aproveita das rivalidades humanas, das ambições políticas ou econômicas, dos que necessitam de proteção ou querem revanche. Mostrando o pesadelo do homem – que mesmo sem ter completa consciência do que ocorre a sua volta, submete-se ao imenso circo hipócrita e sujo montado pela indecência e inescrupulosidade da economia moderna -, ele explora de modo esplêndido o horror econômico, o lado mais obscuro da globalização do capital. A realidade dura e cruel que nos é passada (se bem que de forma doce e convicta) nos faz pensar em valores e deparar com o triste fato de que, no final, somos todos manipulados e, mesmo sabendo disso algumas vezes, somos vulneráveis e fracos demais para tomar alguma atitude.

Na minha visão, porém, O Jardineiro Fiel não é apenas a história de como a ambição e a ganância de certas organizações dominam o mundo. É também uma história de amor. Mostra que sempre haverá esperança e que o amor sempre terá poderes ilimitados na relação entre os homens. Embora se traduza em denúncia, mantém otimismo construtivo de que tanto necessitamos.

Dia dos Namorados: Relações Públicas também em ação.

June 9th, 2009 by Marina Salles


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Para 2009, os shoppings esperam um crescimento de 8% nas vendas para o Dia dos Namorados, comparando com o ano passado. Os shoppings atraem e elevam as vendas devido a uma explosiva divulgação. Eles tem como estratégia divulgar anúncios e preços em mídias diversificadas, como muitos anúncios em jornais, front-lights nas proximidades, caixas de pizzas, email marketing, full banner em sites, distribuição de flyers, comunicação visual nas portas de acesso, banner em elevadores panorâmicos e veiculação de anúncios em TV digital instalada nos shoppings. Fazem promoções inacreditáveis, com sorteios e o que tiver direito.

O Centro de Pesquisa de Relações Públicas da Universidade Federal de Goiás – CEPE-RP/UFG elaborou uma pesquisa de intenção de compras para o Dia dos Namorados que foi realizada no período de 31/05 a 04/06 de 2008. O local pesquisado foi diversos Shoppings Centers de diferentes regiões.
Decidiram avaliar:

- o valor médio do presente;
- o perfil do comprador;
- características do presente ideal;
- intenção de compra no shopping;
- o presente que os pesquisados esperam receber;
- comparar as variáveis: tempo de relacionamento, sexo, tipo de relacionamento (casamento ou namoro) com a intenção de compra;
- forma de pagamento preferencial;
- facilidade para encontrar o presente no shopping;
- freqüência de visitação do shopping;
- tempo médio esperado para a compra do presente;
- número de lojas em que se pretende pesquisar;
Foi feito um questionário, um trabalho de campo, trabalho de tabulação e uma análise de todos os resultados obtidos na pesquisa, em que consistiram 308 entrevistas.
A técnica de amostragem escolhida foi a de amostragem aleatória por conveniência.
O perfil predominante dos clientes dos Shoppings Centers ficou entre as classes A2 (24,8%), B1 (25,2%) e B2 (22,2%).
O perfil dos entrevistados também demonstrou uma forte presença jovem, situando a maioria (78,9%) entre 16 e 31 anos.
O curso de Relações Públicas responsável pela pesquisa apontou que mulheres são mais criativas ao comprar o presente, já os homens mais práticos. Os itens “ qualidade” e “romantismo” foram os quesitos mais indicados para um presente ideal. tanto por homens quanto mulheres.
Quanto ao tempo de relacionamento, foi identificado que quanto maior o tempo de relacionamento, maior o valor médio do presente que se espera receber. Esta expectativa é maior entre os casados também, com média de R$ 222,25. No que diz respeito ao valor do presente a ser comprado, a maior média foi dos relacionamentos entre 1 e 3 anos (R$ 201,89), seguidos de perto pelos com mais de cinco anos (R$ 199,23).

Portanto, saber divulgar estrategicamente no Dia dos Namorados pode gerar ótimos resultados.

Como foi o Social Media Brasil 2009

June 9th, 2009 by Fernando Romano

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Estive presente neste último final de semana no Social Media Brasil (#SMBR), um evento destinado à profissionais da área com o intuito de gerar conhecimento e discussões sobre estratégias nas redes sociais, mensuração de resultados e engajamento entre marcas e seus consumidores.

O evento gerou grandes expectativas por parte do público devido ao alto nível dos palestrantes e das agências envolvidas, mas por fim, houveram muitos comentários e críticas sobre o conteúdo abordado e aos cases apresentados, pois sendo um público com “sede de novidades” esperavam temas inéditos e informações exclusivas, mas quem criticou desta forma, não pensou neste pequeno detalhe: Como arrancar cases “novos” e divulgar estratégias inovadoras das agências sem atrapalhar em nada a continuidade de seus trabalhos?

Confesso que, em primeiro momento, achei que o case Doritos apresentado pela CuboCC poderia ter sido trocado por um mais recente, mas depois tive a certeza que foi um ótimo exemplo para a ocasião e representou muito bem o excelente trabalho da agência.

O conteúdo das palestras, apesar de ser mais direcionado aos profissionais de publicidade, apresentou situações sobre o uso das mídias sociais como ferramenta de RP também, é claro.  Aprendi que para uma campanha em mídias sociais ter sucesso é preciso investir no relacionamento com o usuário, ouvir o que ele tem a dizer e avaliar a imagem que a marca tem na web antes de colocar o plano em ação.

No geral, eu gostei muito do evento pela quantidade de informações que recebi e pela troca de experiências com os novos contatos que fiz. Sobre os palestrantes, destaque ficou para o Gustavo Fortes (Espalhe) pelo excelente conteúdo sobre Marketing de Guerrilha, ao Marcelo Trípoli (iThink) pelos cases interessantes, Fabio Ricotta (MestreSEO) pelo profundo conhecimento em SEO e ao Roberto aLoureiro pelo exemplar trabalho que realiza com as mídias sociais na Tecnisa. O local acomodou todos confortavelmente e os coffe breaks eram deliciosos.

Para melhorar a próxima edição do evento, cito alguns pontos negativos que podem e devem ser melhorados:

A internet, deve estar 100% configurada e preparada para atender à todos. Eu entendo que problemas acontecem e por isso acho que deveriam ter uma segunda opção de provedor e roteadores no local para garantir que tudo corresse bem. Acredito que o #smbr teria facilmente entrado para o Trending Topics do twitter se todos tivessem como acessar a internet no local e isso aumentaria muito repercussão do evento.

Os staffs, devem estar ciente de tudo que esta rolando no evento como ninguém. Por um momento, não souberam me informar onde ficavam os restaurantes conveniados e nem como obter o desconto do estacionamento. Pensei em consultar o blog do evento, mas a internet estava off.  =(

Resumindo, a organização do evento está de parabéns. Faço minhas, as palavras de Guilherme Valadares: “Evento deve: instigar discussões, promover networking, fomentar novos negócios. ponto. portanto, #smbr = sucesso.”

Os slides dos palestrantes podem ser baixados AQUI, e suas entrevistas AQUI.

A Ética e o Quarto Poder

June 9th, 2009 by Thais Cortoni

Max Brackett (Dustin Hoffman) já foi o mais popular repórter da TV americana, mas após ter se “descontrolado” no passado em um programa ao vivo, agora vive no anonimato. Num dia comum, em que ele cobria uma matéria em um museu sobre a falta de pagamento dos funcionários, o ex-funcionário Sam Baily (John Travolta) invadiu o lugar para tentar reaver seu emprego com a dona do museu. Esta por sua vez, disse que precisava cortar despesas e que não poderia ajudá-lo. Sam, muito frustrado com toda aquela situação aponta uma arma para a ex-chefe, fazendo-a de refém com mais algumas crianças que estavam no local.

Enquanto isso, o repórter que estava no banheiro, viu que não poderia perder a oportunidade de fazer uma matéria exclusiva e fez seus contatos com o jornal onde ele trabalhava. Mas a notícia foi se espalhando e várias emissoras de TV já estavam na frente do museu, prontas para saberem mais sobre o que estava acontecendo lá dentro. O repórter, ao perceber que aquela era sua oportunidade para voltar aos grandes noticiários ofereceu ajuda a Sam dizendo que poderia limpar sua barra, cobrindo a matéria e provando que ele era inocente. Baily é um pobre-coitado que não entende a dimensão de seu ato, uma presa fácil para Bracket, que o aconselha durante vários dias, planejando seus passos de modo a torná-lo uma isca atraente para a mídia e para o público.

Este então, dá uma entrevista à Brackett ao vivo, declarando à todos ser apenas um sujeito desempregado com família para sustentar, que gosta de crianças e não atirou em seu amigo de propósito. Isto tudo por sugestão do jornalista. Além disso, juntamente com sua assistente, ele edita uma matéria com várias declarações de pessoas conhecidas de Sam Baily. O drama comove a todos, causando justamente o efeito que os dois queriam, para obter assim a ajuda da opinião popular norte-americana.

No decorrer da história Max acaba perdendo a exclusividade da matéria para o principal âncora da KXBD, que também passa a manipular as informações tomando outro rumo, desta vez falando mal de Sam Baily. Isso gera uma grande insegurança por parte de Baily, pois ele vê que as pessoas não estão mais a seu favor. Ele solta os reféns e acaba se matando, explodindo o museu com dinamites que continha em sua mala. Por fim, Max Brackett desse as escadas do museu que acabara de ser destruído, e é atacado por um bando de jornalistas e repórteres, com sede de notícia. Sua assistente pergunta-lhe sobre o ocorrido e ainda comenta que está ótimo (com sangue na testa), referindo-se à dramaticidade da matéria. Então ele afirma que eles o mataram.

O filme discute o poder da mídia sobre a opinião pública, fazendo uma espécie de jogo com as suas emoções. Quando as emissoras exibiam imagens positivas de Sam, o público ficava a favor dele, mas quando outras redes divulgavam imagens denegridas, o público se posiciona contra. Pode-se perceber também, sensacionalismo no filme, quando o jornalista em vez de ajudar Sam, manipula a informação para prejudicá-lo.

O jornalista passou por cima da ética, pois sua missão era de informar a verdade. Ele nos mostra que é impossível não pensar na atitude de “estrelismo” e irresponsabilidade dos profissionais da imprensa que ferem a ética em busca de um furo e de pontos de audiência. Os interesses em jogo nesta trama revelam um conflito que coloca em risco a segurança de pessoas para satisfazer às necessidades da indústria da televisão.

Sam Balley é apenas um recorte para mostrar a vulnerabilidade da sociedade em

relação à mídia. Quando Max Brackett apresenta as pessoas ao ex-guarda como a opinião pública, acrescentando que esta é uma força poderosa e mais na frente diz que a mesma é volúvel, entendemos que a opinião pública torna-se uma força ainda mais poderosa nas mãos da mídia, que a usa e manipula de acordo com seus interesses.

A transação do Grupo Pão de Açúcar e as Relações Públicas

June 9th, 2009 by Carla Pestana

O grupo Pão de Açúcar anunciou neste domingo dia 7, a compra da rede Ponto Frio e tornou-se líder no varejo Brasileiro. Com cerca de 26 bilhões de reais de faturamento, a participação dos controladores do Ponto Frio foi adquirida por 824,5 milhões de reais , que é o equivalente a 70,24% do capital total , com parte do valor pago com ações do Grupo.

O grupo anunciou que tem como objetivo principal crescer no ramo de eletroeletrônicos e assumir a liderança do varejo brasileiro , aumentando sua cobertura em mais de 1.200 mil lojas.

Abílio Diniz, dono da rede Pão de Açúcar, pode exemplificar de maneira eficiente como uma comunicação transparente pode ajudar na hora de explicar ao público uma transação tão complicada. O próprio assumiu o papel de relações públicas e deu entrevista para os principais meios de comunicação brasileiros, explicando minuciosamente aos públicos de interesse as vantagens e os objetivos dessa compra, assim como esclareceu dúvidas em relação ao varejo brasileiro e o que essa transação trará de bom para a economia do país.

A atitude tomada por Abílio Diniz antecipa qualquer possibilidade de comentários duvidosos da mídia sobre uma operação que envolve tantos públicos e até mesmo a economia brasileira. Dessa maneira, ele evita qualquer chance de crise de imagem que possa ocorrer proveniente dessa ação.

Esse é um exemplo claro de como as relações públicas e uma comunicação transparente podem ser mais do que ferramenta de gerenciamento de crise, dando abertura ao público em se sentir parte de uma empresa.


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Porto Seguro – Projetos Sustentáveis

June 9th, 2009 by Marina Waldvogel

A Porto Seguro criou a algum tempo uma campanha muito legal, onde apresenta-se a partir de seus valores o compromisso com a responsabilidade social e ambiental. Esta campanha tem como objetivo instruir a sociedade da importância da conscientização e da preocupação com o meio ambiente.

Para isso, a Porto Seguro diversas são as atividades e as atitudes que a empresa esta tendo. Um dessas é que a seguradora esta recolhendo cartões plásticos, pilhas e baterias, que quando jogadas nos lixos normais e transportadas para aterros sanitários, contaminam o ambiente.

A coleta desses materiais são distribuídas em todo Estado de São Paulo. Pelo site www.portoseguro.com.br você pode conferir quais são os lugares mais próximos.

O óleo de cozinha também causa muitos danos ao serem derramados nas pias, ralos, podendo entupir as redes de esgoto até aumentar o custo para o tratamento da água, poluindo rios. Assim como os outros produtos todos podem levar os óleos usados para os mais de 40 pontos de coletas localizados na Grande São Paulo, Campinas, e Santos.

Alem disso, a Porto Seguro tem outros projetos como o Usebike, que é parceria feita com a Estapar para estimular o uso da bicicleta. Cidade Portinho também é um projeto que visa proporcionar as crianças um maior envolvimento nos aprendizados as leis de transito. Incentivo com patrocínios e apoios culturais. E o Prêmio fotografia que visa mostrar para a sociedade em maneira de um concurso de fotografia a realidade do Brasil.

A empresa, é uma das primeiras a iniciar tais atividades que apesar de acharmos que não faz diferença faz muito. É importante reconhecermos a preocupação que ela tem com o meio ambiente e com a sociedade, assim com incentivos que englobam a sociedade como um todo. Devemos nos envolver mais, e abraçar estes projetos que a Porto Seguro e outras empresas são realizando, para assim salvar o nosso planeta!

Relações Públicas e a Filosofia

June 9th, 2009 by Katia Meireles

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As idéias Iluministas que visavam a liberdade, progresso moral e domínio técnico da natureza, geram a Revolução Francesa. Em “A Indústria Cultural” de Adorno, ele afirma que a IC massifica a população, pois induz um comportamento universal, sem a percepção das pessoas (por exemplo: é lançado o filme “Homem de Ferro” e junto com ele bonecos, camisetas, etc. que todos vão usar).

A IC também ‘ajuda’ as pessoas em seu momento de fuga da realidade, com novelas, futebol, etc. pois elas são envolventes em um certo grau que as pessoas ‘deixam suas vidas de lado’ e se preocupem mais com o próximo capítulo, ou com a vitória do time, do que com seus problemas pessoais. A publicidade aplica sensualidade em tudo (carros, roupas, aparelhos eletrônicos, etc), logo, as pessoas se sentem atraídas pelos objetos e tentem a sentir uma necessidade de consumo. Logo, o efeito do conjunto da IC pretende desmistificar o mundo (um anti-Iluminismo), ou seja, esse domínio técnico da natureza torna-se o domínio do homem pelo próprio homem, usando a razão para manipular. Um produto ao ser criado já é produzido com um apelo estético. Para Adorno, a IC impede que os indivíduos sejam autônomos, mas é o que gera uma sociedade democrática. Para Kant, se o homem tem a razão, ele é um sujeito moral autônomo e pode decidir tudo sozinho, tendo a capacidade de decidir e questionar o mundo sem se influenciar pela IC. O homem ao produzir em excesso não tem a noção de que um dia a fonte pode (e vai) se esgotar. Logo, acaba consumindo excessivamente sem pensar nas conseqüências futuras, até os anos 60. O capitalismo fordista é a linha de montagem (o que garantiu a linha de expansão econômica ) que produziu bens caros para quem pode comprar.

O livro “A Sociedade do Espetáculo” de Guy Debord é um diagnóstico que justifica a sociedade atual. Afirma que a mercadoria vira espetáculo (imagem). A vida se resume a uma pseudo fundição de imagens: “As imagens substituem a vida vivida”, diz o autor. Até o jornal que as pessoas assistem em casa, que servem para informar os cidadãos, tem um formato estrategicamente montado de forma ‘espetacular’, visando a audiência, uma pseudo-realidade (começa com as notícias básicas, vai para a tragédia, e encerra com uma notícia positiva, assim o ‘boa noite’ tão especial e visado pelos telespectadores sai com um tom de amizade, que gera credibilidade em quem está falando). Antigamente a sociedade tinha o valor de uso e o valor de troca, mas atualmente agrega-se a imagem (marca) ao produto. Essa imagem agrega valor ao produto, pois um tênis da Nike não tem motivo de custar 3x mais caro que um de uma marca mais simples, a não ser pelo nome (imagem) que a Nike tem. “Toda a vida das sociedades nas quais reinam as modernas condições de produção se apresenta como uma imensa acumulação de Espetáculos. Tudo o que era vivido diretamente tornou-se uma reapresentação”. Pág 13. Com esses valores, surge o Critério Espetacular (baseado no Espetáculo, que é a contemplação da imagem, o fetichismo da mercadoria realizado por completo), ou seja, um critério padrão de moda (como por exemplo, corpo de modelos em revistas). “O Espetáculo não é um conjunto de imagens, mas uma relação social entre pessoas, mediada por imagens” pág 14 “O espetáculo que inverte o real é efetivamente um produto” pág15. A relação entre as pessoas passa a ser mediado pelas imagens, pois chegamos a ser preconceituosos em relação a uma pessoa mal vestida, por exemplo. Logo, a ‘boa imagem’ e o aparecer passa a ver visado pelas pessoas (fama), o que antigamente não era normal sociedade: todos queriam descrição. Guy fala sobre as vedetes, que animadoras de palco (pessoas famosas são vedetes do espetáculo, ou seja, somente animadoras) e a especialização do objeto aparente, estereotipado. “A falta de racionalidade da cultura separada é o elemento que a condena a desaparecer, porque nela a vitória do racional já está presente como exigência” pág 120. Logo, o autor acredita que não existe nenhum adulto dono da própria vida, pois os jovens já são a própria mercadoria em si. “Em 1967, eu distinguia duas formas, sucessivas e rivais, do poder espetacular: a concentrada e a difusa” pág 172. Debord afirma que a sociedade concentrada (que acompanhou a contra-revolução totalitária) fosse nazista ou stalinista. Já a difusa, por estimularem os assalariados a escolherem livremente diversas novas mercadorias, representam essa ‘americanização’ do mundo (que quer dizer, a massificação). “A própria genética tornou-se plenamente acessível às forças dominantes da sociedade” pág. 173. Com essa afirmação, conclui-se que a origem do Espetáculo é o que resulta na massificação de pessoas solitárias, querendo se tornar produtos, e se perdendo cada vez mais, gerando uma depressão social cada vez maior.

Em “O mal estar, Freud, e a Modernidade” o autor afirma que faltam valores, pois antigamente existia uma tradição que todos seguiam. Sem isso, a sociedade fica sem rumo, trazendo um universo de insegurança. A globalização econômica ajuda esse panorama, mas não é a maior causa do mal estar social atual, e sim o estresse, a depressão gerada, uso de drogas para escapar da realidade, etc. A sociedade nos cobra muito, e pelo fato de não conseguirmos atender a todos essas necessidades, temos a impressão de que a vida não é justa. Acontecimentos como: perda do amor, baixa auto-estima, descrença nas próprias capacidades, etc. nos faz crer que não somos capazes de nada. Esses fatores nos causam desde crianças uma sensação de homem como não-sujeito e sim como objeto do sistema. A maioria das pessoas não tem capacidade de lidar com esse conflito.

O Quarto Poder

June 9th, 2009 by Marcelo Barbeto

Max Brackett (interpretado por Dustin Hoffman) é um repórter que já foi um profissional respeitado de uma grande rede de televisão, mas que agora está em baixa. Ao realizar uma matéria sem grande importância em um museu, testemunha um funcionário demitido (John Travolta) ameaçar a diretora da instituição com uma espingarda caso não tenha seu emprego de volta.

Apesar de não fazer nada com ela, atira acidentalmente em seu antigo colega de trabalho. De dentro do museu, o jornalista consegue se comunicar com uma estagiária que está em uma caminhonete nas proximidades, antes de ser descoberto pelo ex-segurança, que faz vários reféns. O acontecimento se propaga geometricamente, atraindo a atenção de todo o país. Visando retornar à fama, Max Brackett convence o segurança a lhe conceder uma entrevista exclusiva e promete em troca comover a opinião pública com a triste história do guarda desempregado. É a sua chance de se projetar e voltar para Nova York, mas nem tudo acontece como o planejado. Os fatos são manipulados pela imprensa e tudo sai do controle, pois apenas altos salários e índices de audiência contam e a verdade não é tão importante assim.

Os meios de comunicação, notadamente a televisão, são poderosos instrumentos de persuasão, sendo na atualidade os maiores formadores não só de opinião como de comportamentos, hábitos e atitudes. A partir daí, infere-se que a mídia colabora como nenhum outro tipo de controle social para o processo de massificação da sociedade. O resultado é que temos cada vez mais uma sociedade de massas e menos uma sociedade de públicos seletos e capazes de opinião própria.

No filme, Costa-Gravas usa a trama para retratar a mídia em seus bastidores, mostrando como os meios de comunicação têm poder de influenciar o público. Durante o desenrolar da história, passa-se a possibilidade de transformação do cidadão comum em um criminoso e de um criminoso em um cidadão comum através do show business televisivo e da manipulação dos espectadores. Nela a verdade é vendida por dinheiro e audiência, abrindo espaço para a reflexão da ética dentro da comunicação.

Os relações públicas, sendo os profissionais de Comunicação que mais pregam a filosofia da transparência na área, são peças fundamentais para evitar ao máximo a cultura sensacionalista na qual vem se apoiando os veículos e a imprensa como um todo. Assim, cabe a nós dar início ao movimento contrário, que possa reverter o aparelho midiático em instrumento de conscientização, sendo essa nova geração de profissionais potencial para promover esse retorno à informação responsável. Então, mãos à obra?

Filme Queridinhos da America

June 9th, 2009 by Danielle Murari

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O filme foi lançado em 2001, e gerou uma grande polêmica por retratar a vida de um casal de artistas que sempre fizeram sucesso no cinema com seus personagens românticos, e eram adorados pela América juntos, porem o relacionamento na vida real acaba e eles prestes a estrear em um grande filme optam por esconder a separação.

A assistente e o responsável pela divulgação do filme fazem de tudo para manter as aparências para o público e para a imprensa, para a separação não ser descoberta, fazem isso para manter a imagem que os dois possuíam, de um casal perfeito.

Porém ocorre um acontecimento inesperado, o diretor do filme grava imagens do casal nos bastidores durante as brigas, e no dia da estreia do filme publica essas gravações, o que faz com que todo o trabalho e esforço para que a imagem de Queridinhos seja mantida acaba em um piscar de olhos.

O que na verdade o filme tenta representar é que apenas a imagem não se mantém sozinha por muito tempo se por traz dela não houver algo verdadeiro, o mesmo ocorre em diversas situações do dia a dia e podemos relacionar também com qualquer empresa que queira se estabelecer no mercado visando apenas sua boa imagem sem pensar na organização dentro dela, que no caso é o mais importante, pois sem uma base interna bem estabelecida não se pode por muito tempo manter uma boa aparência, pois pode ser “descoberta” a qualquer momento.

Relações Públicas – A Arte de Harmonizar Expectativas

June 9th, 2009 by Paula Soveral

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“Relações Públicas são a arte de harmonizar as expectativas entre uma organização e seus diversos públicos. Para isso trabalha com a técnica de segmentação da opinião pública. Não trabalha com mensagens massificadas. Alguns perguntarão por quê? Porque cada grupo cultural, cada faixa etária tem suas necessidades e suas expectativas. Portanto temos de dirigir nossas mensagens de forma e com conteúdo específicos, para cada público que queremos atingir”.

CARLOS EDUARDO MESTIER.

O autor, Carlos Eduardo Mestier participou do Centro Acadêmico 22 de Agosto, presidido por Mario Garnero, e juntos fundaram na faculdade de Direito que prestavam o INES – Instituto Nacional de Estudos Superiores, onde realizaram uma série de seminários com as maiores figuras da política brasileira tendo sempre como meta a integração nacional. Resultando assim a convivência com as mais ilustres personalidades do mundo político e empresarial brasileiro internacional.

Após o término da faculdade, Carlos Eduardo junto com José Carlos Fonseca Ferreira, apresentado por Agnaldo Vieira Serra, montaram um escritório de advocacia. Em 1963 ele já estava encaminhado para as Relações Públicas de forma profissional, surgindo assim, novos desafios: contar a história de uma profissão, de uma vida, para pessoas pertencentes aos mais diversos segmentos da opinião pública. Como pretendia, sua palestra atingiu a todos.

Em sua obra, o autor fala sobre o surgimento das agências de comunicação empresarial, que buscavam estabelecer o melhor relacionamento entre as empresas e organizações de modo geral, iniciando-se assim a procura por Relações Públicas: as empresas que até há pouco tempo ofereciam somente assessoria de imprensa começaram a contratar profissionais de Relações Públicas e a oferecer serviços de R.P, assessoria de imprensa, propaganda institucional, marketing esportivo, cultural, endomarketing, etc.

Carlos finaliza sua obra respondendo à pergunta “Afinal, o que é Relações Públicas?”, com uma frase:

“Informar e influenciar a opinião pública e promover mudanças no relacionamento humano.” PROFESSORA SALMA SALEM ZOGBI.

A atitude de Relações Públicas será evitar guerras, posicionamentos radicais. Por isso falamos em harmonização, prever mudanças no comportamento humano, criar uma relação amistosa entre os funcionários, clientes, etc. Mostrar ao cliente a normalidade da reação de certos grupos e a obrigação da empresa de informar, esclarecer e fornecer dados técnicos. Relações Públicas é o trabalho preventivo, informativo e corretivo, buscando harmonização no relacionamento humano, realizado pela divulgação de fatos por todos os meios, métodos, e veículos da comunicação: folhetos, panfletos, anúncios, eventos, visitas, coletivas de imprensa, Lobby, palestras, entrevistas, audiências, jornais de empresa, etc. É uma opinião que se preocupa e respeita a opinião pública.

Certamente, “Relações Públicas: a arte de harmonizar expectativas” é uma leitura muito agradável e útil para aqueles que visam aprender um pouco mais sobre a profissão.

Qual a importância das marcas na sociedade contemporânea?

June 9th, 2009 by Nina Smith

É essa pergunta que responde a autora Carmen Carril no novo livro da série “Questões Fundamentais da Comunicação”.

A autora começa a obra definindo as marcas. Ela ressalta que a marca constitui um valor agregado para as empresas. O valor da marca não pode ser medido apenas por bases financeiras como um imóvel ou equipamentos. O valor da marca é além do tangível.
Segundo essa análise de marca, o consumidor hoje não se fixa somente no produto, mas em todas as sensações, experiências e percepções que esse produto ou a sua marca despertam. o que ele leva de cada uma dessas interações é o que vai compor o conceito da marca em sua cabeça. É por isso que as empresas estão voltando as suas atenções para o branding, ou, uma atenção determinada na gestão de marcas. O branding foca a percepção positiva da imagem da marca através do desenvolvimento e manutenção de seus atributos de valores.

Carmen Carril ressalta ainda que o conceito de marca hoje vai além das organizações. O novo conceito de marca engloba tudo aquilo que pode ser promovido. Dessa forma, uma marca pode ser uma pessoa, uma forma de fazer determinada coisa, um método, etc.
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A autora cita um case importante de marca de localidade. A campanha “I Love NY” promoveu a cidade de Nova York como uma marca e suas ações agregaram a percepção de valor da cidade que ganhou uma imagem mais atraente para sediar congressos, eventos, receber invetsidores e teve assim grande impacto na sua economia.

Quando o bom posicionamento das marcas passa a valer dinheiro, ele ganha importância e visibilidade para os empresário que veem nisso a oportunidade de ganhar mais com isso, ou ainda, a ameaça de perder, caso esse ativo adquira caráter negativo. A grande diferença do entendimento da valor das marcas em relação a qualquer outro bem da empresa é que é impossivel definir e quantificar as marcas apensa pelos seus aspectos tangíveis. Da mesma forma, o cuidado com esse bem também deve ser minucioso pois, em poucos segundos uma marca supervalorizada pode ser associada a atributos negativos.

People Media

June 8th, 2009 by julia lima

Semana passada, participei de um treinamento sobre mídias sociais. O foco deste treinamento foi orkut e facebook, que apesar de possuirmos perfis e utilizarmos as ferramentas, muitas vezes não conhecemos tudo que elas tem a oferecer.

Mas o que eu achei mais interessante foi apenas um tópico da palestra, o People Media. O que eu havia entendido é que o People Media  é um blog que vendia espaço para as empresas, ou seja que as empresas podem pagar ao People Media para que crie seu blog interno para os funcionários.

Por este lado, não achei muito interessante afinal, existem tantos blogs, mídias gratuitas e outros meios para criar uma comunicação interna que achei o People Media desnecessário e não muito útil. Mas, pesquisando um pouco sobre o People Media, descobri que é uma empresa nova que surgiu agora neste momento de crise, e não propõe apenas a venda de espaço para um meio de comunicação interno, mas trabalha sobre três pontos: mapear o cyber space das redes sociais e do que diz respeito ao cliente, criar um canal de comunicação com as empresas e criar e implementar ações e campanhas estratégicas.

Acredito que o People Media é interessante para muitas organizações e oferece um trabalho diferenciado, é um meio que aborda 56 milhões de usuários, além de conectar as diferentes empresar e possíveis parceiros. Acho que os criadores desta empresa foram visionários ao aproveitarem um momento de crise para investir, aonde o investimento é menor, a oportunidade é única e aonde cada vez mais as redes sociais chamam a atenção do mundo corporativo.

Assistência Essencial

June 7th, 2009 by Marcella Arcuri

Na última segunda o Brasil acordou com uma das maiores tragédias do mundo da aviação: desaparece o Airbus 330 da companhia aérea francesa Air France.

Em um momento no qual o pânico sobressai, a empresa tem que tomar uma iniciativa rápida e eficaz e, são em momentos como este, que o trabalho do Relações Públicas é mais que essencial.

No Brasil, a Edelman é a responsável por cuidar da imagem e reputação da Air France e desde o início da semana ela tem feito o máximo para conseguir lidar com todos os públicos envolvidos no acidente.

A Edelman é uma empresa internacional de RP com a seguinte missão: “oferecer consultoria em Relações Públicas e serviços estratégicos de comunicação que permitam a nossos clientes construir relacionamentos duradouros e influenciar atitudes e comportamentos em um mundo complexo. Empreendemos nossa missão através da convergência, integrando conhecimento especializado de práticas e indústrias, entendimento de mercados locais, metodologias próprias e criatividade. Somos dedicados em construir longas e recompensadoras parcerias que agreguem valor aos nossos clientes e ao nosso pessoal.”

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Baseando-se na missão acima, a Edelman tem utilizado todas as ferramentas cabíveis de Relações Públicas para lidar com a situação.

Logo após o acidente, a Edelman realizou uma coletiva de imprensa, de modo a informar toda a população e mídia mais detalhes sobre o ocorrido.

A agência de RP utilizou-se de todas as mídias disponíveis; a cada nova informação obtida sobre o voo, updates eram feitos no twitter.

Também foram lançados no site da empresa e em outras mídias comunicados sobre o andamento das buscas e sobre como funcionaria a assistência aos parentes das vítimas.

A Edelman desde então tem se prontificado para todo e qualquer esclarecimento, oferecendo uma equipe para assessorar familiares tanto em São Paulo quanto no Rio.

Foram montados postos de informação da Edelman no hotel Windsor e no aeroporto Galeão, ambos no Rio, que funcionaram até sexta-feira. Em tais locais, a Edelman juntamente a Air France se disponibilizaram para assistir familiares e profissionais da imprensa.

A partir da data em questão a Edelman informou que manteria a assistência diretamente de sua base em São Paulo.

Hoje foram encontrados dois corpos e partes da aeronave e a Edelman já se pronunciou sobre o fato, o que significa que a agência deverá prestar mais informações na segunda e a assessoria deve continuar.

As Relações Públicas são responsáveis por manter uma boa comunicação entre os públicos e acredito que durante toda essa semana a Edelman foi um exemplo no comunicar com os públicos do voo 447.

RP pode sim promover eventos e fazer festa, mas a atividade desse profissional vai muito além disso e infelizmente, são acontecimentos como o descrito acima, que mostram a importância e essencialidade de nossa profissão.  

Tabaco X Relações Públicas

June 3rd, 2009 by Alexandre de Jesus

Os primeiros estudos científicos documentando o papel do tabaco no desenvolvimento do câncer e outras doenças começaram a aparecer no começo dos anos 50. Memorandos internos do Tobacco Institute, organização fundada pelas indústrias tabaqueiras, associam a descoberta a uma falha de Relações Públicas (RP). A isso chamaram “Emergência 1954”.

Lutando desesperadamente por sua vida econômica, a indústria do tabaco lançou o que muitos consideram a mais cara, longa e bem sucedida campanha de RP de “crise de gerenciamento” na história. Nas próprias palavras da indústria, a campanha foi dirigida de forma a “promover os cigarros e protegê-los contra estes e outros ataques” por meio da criação de dúvidas sobre os efeitos à saúde sem negá-los de verdade e defendendo o direito do público de fumar, sem insistir na prática.

A relação entre cigarros e RP tem relatos desde a década de 50, e começo do século 20, quando ambos eram indústrias novatas e as empresas de tabaco usaram as habilidades do marketing para “fisgar” primeiro as mulheres e, depois, os jovens.

Edward Bernays, sobrinho do Pai da Psicanálise Sigmund Freud, foi o pioneiro no uso da psicologia e outras ciências sociais na indústria de RP para desenvolver suas campanhas de persuasão do público. Dizia que “se conhecesse o mecanismo e os motivos da mente de um grupo seria possível controlar e regimentar as massas de acordo com o nosso desejo sem que eles soubessem disso”. Uma das técnicas favoritas de Bernays para manipular a opinião pública era o uso indireto das “terceiras partes” para pedir pelas causas de seus clientes. Exatamente o que a indústria usa nos dias atuais, como associações de bares, restaurantes, agências de publicidade, sindicatos; para conseguir bloquear legislações e impedir o avanço do controle do tabagismo.

Segundo Dráuzio Varella, ao comentar o livro “O Cigarro”, de Mário Cesar Carvalho, “O autor mostra como ocorreu a tomada de consciência da sociedade em relação aos malefícios do fumo e como a indústria boicotou as informações científicas que esclareciam a associação do cigarro com o câncer e com as doenças cardiovasculares. Até a década passada, por exemplo, a indústria se negava a reconhecer até o mais óbvio: que a nicotina provoca dependência, em um deboche clínico aos que enfrentam o tormento de parar de fumar”.

“A estratégia de rebater todas as evidências de que o cigarro provoca doenças mortais conseguiu assegurar aos fabricantes o direito de manter, por muitos anos, a propaganda do cigarro pelos meios de comunicação de massa, com mensagens dirigidas a adolescentes, concebidas para aliciá-los à escravidão da dependência de nicotina. Existe, na história do capitalismo, exemplo mais abominável de crime contra as crianças, perpetrada em nome do lucro?”.

fumar_061“No Brasil, apesar do avanço inegável dos últimos anos, adoção de medidas restritivas à publicidade do cigarro aconteceu com 30 anos de atraso em relação aos Estados Unidos, como nos lembra o autor. Desde 1971, é proibido anunciar cigarro na TV americana; no Brasil, a proibição foi feita há pouco mais de um ano” pela Legislação Estadual – Proibição de Fumo – Lei 13.016, de 19.05.08.

Acesse a Lei – Proibição de Fumo – Lei 13.016;

Nota:
Pesquisa feita sobre o artigo publicado pela primeira vez em 1994 no Portal Tobacco no SourceWatch, patrocinado pela American Logacy Foundation e comentários de Dráuzio Varela sobre o livro “O Cigarro”.

Twitter Corporativo

June 3rd, 2009 by Carolina Luco

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Para abordar sobre a ferramenta é necessário primeiro decifrá-la. Classificado como rede social o twitter criado há três anos atrás, em 2009 foi visto como um aparato diferenciado pelos usuários da web. As empresas tendo sempre em vista a diferenciação resolveram explorar o meio para adaptá-lo a sua cultura organizacional e incorporara-lo ao seu dia a dia.

O instituto Forrester Research, estudou a importância e os benefícios que a rede social traz ao usuário. O surpreendente é a faixa etária dos diversos públicos alvo, com 42% o maior numero de usuários vai de 35 e 49 anos e em segundo com 20% que é considerada uma audiência qualificada ficam os com 25 e 34 anos que possuem um poder de decisão nas famílias. Outro fator analisado foi à forma como os usuários passam a seguir as companhias, visto pelo ato voluntário que o usuário opta por ser informado sobre determinado assunto. Não selecionar adequadamente a informação que será recebida pelo usuário, implica na massificação de informação e, portanto foge do uso eficaz da ferramenta.

Devido à informalidade com que os usuários aderiram ao comunicar sua mensagem de maneira breve e espontânea, é necessário planejamento para utilizar o twitter. Antes de qualquer coisa é necessário definir qual o objetivo de uso, com que pessoas você vai se conectar, que estratégia você vai usar para ser reconhecido e que tecnologia você vai lidar. Cada um desses fatores tem um objetivo vital na hora de direcionar o seu foco.

As pessoas devem ser analisadas de maneira que você consiga classificar por grupo o que auxilia a tarefa de direcionar a mensagem. Os objetivos devem ser bem claros para cada ação, para que facilite as alternativas para o canal de serviço ao consumidor. A estratégia deve partir da abordagem com seus objetivos, com ela a companhia ira observar o impacto que terá nos processos da organização. A tecnologia será como uma implementação para idéia e a estratégia e servirá de monitoramento da conta, agregando também um diferencial a companhia.

Os principais ganhos serão os benefícios obtidos pelas organizações com ações diretas e indiretas, a inteligência do marketing utilizada a favor da organização torna a empresa proativa o que pode repercutir uma imagem positiva ou negativa. A proximidade com o consumidor é super importante para que ele se sinta fidelizado e amparado, o estimulo que a marca faz auxilia a conquistá-lo e o torna um consumidor “seguidor” de uma marca o que facilita a pratica de passar a informação de forma clara e objetiva.

Competências do Futuro Profissional de Relações Públicas

June 2nd, 2009 by Flávia Nemoto

Cérebro do Profissional de RP

O profissional de Relações Públicas deve dominar o conhecimento das diversas áreas da Comunicação e ter competências essenciais, as quais são abordadas abaixo, além de comportamentos que atendam novas demandas expressas pelo mercado, sobretudo pela sensibilidade inerente à prática das relações públicas.

Ao RP cabe não apenas o domínio de um rico e amplo repertório, como também, habilidades ligadas às ferramentas comunicacionais, cujo diálogo permita seu sucesso profissional. Diante dessa circunstância, pergunto-me quais as possibilidades de evolução em sua ascendente repercussão no mercado.

A barreira entre Marketing e Comunicações – Relações Públicas – está cada vez mais tênue devido a complexa interdependências entre elas. Abordagem essa explorada com clareza pela minha colega P. Soveral. O que não podemos deixar de considerar é que enquanto marketing diz respeito à venda de determinado produto/serviço, RP apresenta a marca através de atitudes.

Competências Essenciais do Futuro Profissional de RP:

· Criar marketing integrado e comunicações estratégicas;

· Apresentar em tempo real posts de escuta online e offline;

· Criar e implementar um programa de otimização de mecanismos de pesquisa avançada;

· Planejar e executar novos meios de Relações Públicas contando com um programa de maior abrangência digital;

· Identificar e colaborar com influenciadores online e offline;

· Gerenciar comunidades & integrar novas tecnologias para a mesma;

· Modelo de medição e performace métrica, incluindo novos compromissos sociais;

· Criar programas-piloto mais rápidos para avaliação em tempo real;

· Treinar funcionários e clientes continuamente;

· Participar e atuar com maior eficácia nas conversas e reuniões;

· Criar e disseminar conteúdo estratégico de programação, incluindo vídeos (hi-fi e low-fi);

· Gerenciar crises digitais;

· Relações com novas mídias;

· Ser criativo e inovador.

Conhecimentos Básicos:

· Estratégia e Planejamento das Comunicações;

· Marketing Integrado, Digital Marketing;

· Opinião Pública;

· Influência Digital;

· Gerenciamento de mudanças;

· Psicologia Básica;

· Noções básicas de compra e planos de mídia;

· Avaliação e mensuração de resultados;

· Pesquisas de boas práticas de abordagens;

· Relações com as novas mídias;

Todas as competências e conhecimentos citados nesse post são extremamente importantes, mas acima disso está a sensibilidade, que é essencial para uma profissão que trabalha com pessoas… porque, no limite, não podemos esquecer que as empresas e a sociedade são formadas de pessoas.

Esse é o meu prazer em ser uma futura RP: Interação

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