Candidato aloprado ou ótima idéia?
June 2nd, 2009 by Ana Lucia Ayroza
No filme”Candidato Aloprado”, estrelado por Robin Williams, o protagonista interpreta um apresentador de televisão, que critica assuntos políticos e sociais.
Em um determinado programa ele faz uma brincadeira falando que vai se candidatar à presidência dos Estados Unidos. A brincadeira faz sucesso, e seus assessores decidem levá-la a diante. O apresentador se candidata a presidência, leva sua campanha de maneira debochada, expõe suas idéias da maneira mais clara possível, sem se importar com a opinião pública.
O dia da eleição chega, e ele é eleito. O problema aqui é que a eleição é uma fraude. A empresa que fez os programas de votação omite a falha na programação do sistema; uma funcionária descobre e tem sua carreira e vida ameaçada por querer falar a verdade. Depois de muitas tentativas o presidente eleito fica sabendo da verdade e o destino do país muda.
Além do problema ético encontrado no filme, podemos analisar o trabalho de Relações Públicas feito pelos assessores do candidato. A eleição chega a tal ponto pois o trabalho de comunicação do candidato e seus assessores foi extremamente eficiente, e mostra como qualquer pessoa pode chegar à presidência com as ferramentas de comunicação certas na mão.
Agora, imagine se esse quadro acontecesse no Brasil, um país que elegeu duas vezes um presidente sem formação superior e que considera uma terceira eleição do mesmo candidato. Não quero entrar em questões políticas, apenas refletir sobre o poder que a comunicação tem na manipulação da opinião pública neste caso.
Imagine o Brasil sendo presidido pelo Jô Soares ou pelo Faustão. Será que as conseqüências seriam catastróficas? É fato que os meios de comunicação de massa tem influência enorme sobre a opinião pública de modo geral, mas deixo uma questão: Se esses meios fossem trabalhados de maneira coerente, estratégica e objetiva pelos relações Públicas, a opinião pública poderia ser mudada conforme desejado? Poderíamos eleger “qualquer” pessoa à presidência? Acredito que o feito seria mais fácil do que o imaginado…

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