INTENÇÃO E FINALIDADE

June 2nd, 2009 by Marcela Sanchez

   

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“Não podemos viver apenas por nós mesmos,
nossas vidas estão ligadas por mil laços invisíveis.”
Herman Melville

 

A razão de ser desse post é: a citação acima diz sobre relações públicas, não diz? Invisto ainda noutras possibilidades dadas por aspas que colocam aqui pensamentos que tecem sentido ao meu propósito acadêmico. Desculpe exigir as linhas abaixo ao leitor, mas quero fazer mapa legível do meu pensamento para poder então chegar a quem me lê.

 

”Nós, que estamos empenhados em modificar não só a natureza humana como as demais, temos de descobrir meios de mostrar o homem por um prisma bem determinado, um prisma em que ele se revele suscetível de ser transformado por intervenção da sociedade. Se o ator não estabelecer uma autêntica ligação com o seu novo público, se não tiver um interesse apaixonado pelo progresso humano, essa nova orientação não poderá concretizar-se.“ BRECHT, Bertold. Estudos sobre teatro. Tradução de Fiama Pais Brandão. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2005

 

No léxico da ABRP temos: “Relações Públicas é a atividade e o esforço deliberado, planejado e contínuo para estabelecer e manter a compreensão mútua entre uma instituição pública ou privada e os grupos de pessoas a que esteja, direta ou indiretamente, ligada.” Desde janeiro de 2007, quando aprovada no curso de RP, meus esforços são para fundamentar o diálogo entre as aspas todas aqui contidas. Tive hoje a impressão de que Herman Melville esboça a direção em que há luz.

Desamarrando o nó do pensamento: se ao ator é essencial ter consciência de seu corpo e do espaço ocupado quando em cena; ao RP é essencial a consciência da responsabilidade de alterar o movimento dos invisíveis laços que compõem a rede social que responde por contemporâneo. Noutras palavras, formas de subverter o caos de uma sociedade eletrônica que não prevê encontro e reflexão.

Produto é típico da racionalidade moderna. No entanto, acredito eu, somos mais do que isso. Precisamos de mais do que isso. Daí o recalque permanente e o gozo incapaz de nos satisfazer. Volto a uma questão já mencionada por mim em post anterior, que é a capacidade de sustentar-se no tempo. O efêmero, seja na lógica publicitária ou entre celebridades, precisa apenas dialogar com fetiches já articulados pela indústria cultural, pois toda plataforma é palco banalizado. A idiossincrasia que encanta e faz permanecer está além das fronteiras do império; o incomodo se anuncia.

As artes cênicas possuem especificidades, são artes da presença e não se reproduzem. O teatro nunca está pronto, se faz a cada dia e depende do contato entre artista e público – isso o constitui. Frágil e forte. E aí encontro as relações públicas em assonância: não se encerra em si, completa-se na relação com outro. Infinito no tempo e no espaço. O ofício do artista, bem como o ofício do relações públicas, diz sobre o tempo do sujeito que o faz e não sobre a sua imagem. (Talvez por isso, eu, atriz e futura RP, acho difícil explicar o que eu faço…)

Exige responsabilidade. Isso é soberano. Expor faz parte do teatro e de RP e não há como saber em que isso vai ser “triturado” pela platéia. Inexoravelmente há uma parceria com quem vai te escutar, as discussões de idéias acontecerão. Nessa coprodução, por assim dizer, a necessidade de conhecimento se expande, é preciso dedicação e paixão – aí está a capacidade de transformação. Frágil e forte.

Candidato aloprado ou ótima idéia?

June 2nd, 2009 by Ana Lucia Ayroza

No filme”Candidato Aloprado”, estrelado por Robin Williams, o protagonista interpreta um apresentador de televisão, que critica assuntos políticos e sociais.

Em um determinado programa ele faz uma brincadeira falando que vai se candidatar à presidência dos Estados Unidos. A brincadeira faz sucesso, e seus assessores decidem levá-la a diante. O apresentador se candidata a presidência, leva sua campanha de maneira debochada, expõe suas idéias da  maneira mais clara possível, sem se importar com a opinião pública.

O dia da eleição chega, e ele é eleito. O problema aqui é que a eleição é uma fraude. A empresa que fez os programas de votação omite a falha na programação do sistema; uma funcionária descobre e tem sua carreira e vida ameaçada por querer falar a verdade. Depois de muitas tentativas o presidente eleito  fica sabendo da verdade e o destino do país muda.

Além do problema ético encontrado no filme, podemos analisar o trabalho de Relações Públicas feito pelos assessores do candidato. A eleição chega a tal ponto pois o trabalho de comunicação do candidato e seus assessores foi  extremamente eficiente, e mostra como qualquer pessoa pode chegar à presidência com as ferramentas de comunicação certas na mão.

Agora, imagine se esse quadro acontecesse no Brasil, um país que elegeu duas vezes um presidente sem formação superior e que considera uma terceira eleição do mesmo candidato. Não quero entrar em questões políticas, apenas refletir sobre o poder que a comunicação tem na manipulação da opinião pública neste caso.

Imagine o Brasil sendo presidido pelo Jô Soares ou pelo Faustão. Será que as conseqüências seriam catastróficas? É fato que os meios de comunicação de massa tem influência enorme sobre a opinião pública de modo geral, mas deixo uma questão: Se esses meios fossem trabalhados de maneira coerente, estratégica e objetiva pelos relações Públicas, a opinião pública poderia ser mudada conforme desejado? Poderíamos eleger “qualquer” pessoa à presidência? Acredito que o feito seria mais fácil do que o imaginado…

 

 

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O futuro é colaborativo

June 2nd, 2009 by Juliana Prestes

Antes, a palavra espectador podia ser usada sem medo para designar todos aqueles que assistiam a um programa ou ouviam a uma música. Hoje essa palavra já não mais engloba o público geral.

Nasceu um novo conceito, o de consumidor que é ao mesmo produtor de conteúdo, fazendo surgir um novo mercado voltado totalmente ao conteúdo colaborativo. As pessoas não querem ficar apenas olhando: elas querem opinar, concordar, discordar, falar mal, falar bem, fazer parte de um jeito ou outro.

A Wikipedia e o Youtube são exemplos básicos desse tipo de comunicação. E como esse mercado vem crescendo cada vez mais, seu público vai se diversificando, e ao mesmo tempo dando oportunidades de conseguir segmentar a comunicação. A revista OFFLINE é um exemplo de como a comunicação colaborativa pode ser segmentada e falar diretamente a um determinado público. Voltada ao público jovem universitário, a revista tem seu conteúdo inteiro feito por colaboradores que também são universitários – fotos, matérias, editoriais, charges, tirinhas, tudo vem de universitários que receberam a revista e ficaram interessados em divulgar seus trabalhos.

Prós e contras? Muitos.

Para começar, o fato da pessoa querer colaborar não significa que o conteúdo que ela produz é de qualidade. A quantidade de material que um site como a wikipédia recebe é enorme, e por esse mesmo motivo foram criadas “censuras” para aquilo que vai poder ser postado ou não. No caso da revista, isso se aplica a prazos. A maioria dos colaboradores, por serem universitários, têm outros afazeres além do compromisso com a revista. Por isso matérias chegam em atraso constantemente, atrasando também o fechamento da edição.

No caso do Youtube, o principal problema é a divulgação de coisas que não eram para ser divulgadas ao grande público. A GM fez uma campanha para que seu público montasse o comercial do novo carro, o Tahoe, um SUV que como todos gasta bastante gasolina e polui bastante o ambiente - e isso foi motivo de sobra para as pessoas mandarem “comerciais sabotados” para concorrerem. Resultado: digite GM TAHOE no Youtube que você pode conferir.

O lado bom das mídias colaborativas é que a união de vários pontos de vistas e de informações diferentes pode mudar conceitos e abrir caminhos para novas alternativas de comunicação.

A Apple, por exemplo, ao ver que os usuários do Iphone começaram a criar aplicativos interessantes e disponibiliza-los de graça para outros, aproveitou a brecha de mercado e ofereceu grandes recompensas a quem criasse o aplicativo mais legal. Milhões de pessoas mandaram suas idéias para a empresa, disponibilizando desde coisas interessantes como o aplicativo que mostra o posto de gasolina mais próximo, até coisas completamente inúteis como o que transforma a tela do Iphone em um copo de cerveja que conforme virado (no movimento de uma pessoa bebendo de um copo) vai acabando com o nível da cerveja - e no final, um arroto completa o brinquedo.

Grandes mentes já afirmaram que o futuro da comunicação é a divergência - mas ninguém imaginava que essa divergência pode criar movimentos inteiros para um público completamente segmentado.

Cases das mídias sociais no mundo corporativo

June 2nd, 2009 by Fernando Romano

Alguns casos de organizações que utilizaram as mídias sociais e atingiram resultados notáveis, expressivos ou catastróficos:

A Cisco utilizou táticas das mídias sociais e da Web 2.0 para engajar a comunidade e gerar um “buzz” em torno do lançamento de uma série de roteadores, os ASR 1000. O sucesso da ação on-line entrou para o “top five” dos melhores lançamentos na historia da compania. Diversas ferramentas foram usadas, dentre elas o uso dos blogs, facebook, jogos interativos e outros.

Um segundo caso que merece destaque pela dimensão que as novas mídias trouxeram a seus negócios, é o da HubSpot. A empresa que oferece soluções de marketing na Web 2.0 para pequenos negócios, está completamente imersa nas principais redes sociais de hoje. São mais de 60 mil seguidores no twitter, 4 mil fans no facebook, no linkedin contam com mais de 30 mil membros relacionados, 40 mil visualizações e 30 mil downloads de seus vídeos no youtube. Todas essas redes e mais um blog com 14 mil assinantes, colocaram as mídias sociais como uma das 3 melhores fontes de vendas e novos negócios da organização.

Para não deixar de lado os casos brasileiros, pois acredito e comprovo cada dia que nossos profissionais estão inovando muito nesta área, apresento o caso da Lancôme. A ação focou os blogs e as comunidades do orkut para o lançamento do perfume Magnifique. O resultado levou a venda do produto a bater sozinho, o recorde de venda através do site. “Esses são espaços que possuem um público altamente fidelizado onde conseguimos inserir a marca exatamente onde as pessoas estão falando dela”, explica Fernando Arrais, da agência Media Contacts, responsável pela campanha.” É de fato uma otima forma de atrair visitantes aos sites que trabalham com o e-commerce.

Uma ação recente e polêmica, foi a da Bestshoptv. A ação, chamada de Caçadores da oferta perdida prometia a venda de produtos com até 90% de desconto para aqueles que conseguissem encontrá-los no site. No momento da promoção, o site caiu por muitas vezes e deixou os internautas furiosos. Se não bastasse isso, muitas pessoas encontraram os produtos com o mega desconto porem não conseguiram concluir suas compras por falhas do site. No dia seguinte, milhares de comentários negativos no twitter e em blogs deixava claro como a campanha repercutiu. Apesar de seus responsáveis declararem que a ação tinha o objetivo de tornar a loja conhecida no restante do Brasil, e que esse objetivo foi alcançado, eu acredito que houve falta de planejamento e suporte para sua realização. A idéia e a estratégia eram muito boas e se fossem bem planejadas poderiam ter trazido um enorme sucesso para o site de vendas.

Acidente com Avião da Air France

June 2nd, 2009 by Danielle Murari

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Ocorreu no dia 31 de maio um acidente com um avião da Air France, que desapareceu levando 228 passageiros a bordo depois de decolar do Rio de Janeiro com destino a Paris.

A companhia informou que localizou a zona onde ocorreu a tragédia, segundo comunicados aconteceu entre as costas do Brasil e da África. O governo Brasileiro está participando das buscas com aviões da força aérea e navios da marinha.

O maior problema após o acidente foi a falta de comunicação, pois até agora ninguém soube identificar os reais motivos do acidente, a cada hora surge um boato diferente, mas nenhum enviado oficialmente pela companhia.

Em relação à assistência aos familiares, a companhia está tendo um ótimo desempenho, deu todo o apoio e suporte necessário, além das indenizações pela perda.

Agora só nos resta aguardar mais informações e esperar que achem o que restou do avião e com muita sorte, sobreviventes do vôo.

R.P na Moda

June 2nd, 2009 by Marcelo Barbeto

 

A comunicação é um fator essencial na industria da Moda, pois é por meio desta que estilista e designers divulgam seus últimos lançamentos. Nessa mesma área e mercado de luxo, é preciso profissionais bem empenhados para que obtenha resultados com grande excelência e também saber o que está “in” e o que está “out” na moda.
A Moda proporciona às Relações Publicas, organização de desfiles (em Fashion Week, Fashion Rio, etc…) Assessoria de Imprensa, para cuidar das imagens da marca, criação de pesquisas de comunicação para melhor atender as necessidades de clientes, fornecedores e também da própria empresa. Tendo um R.P para trabalhar nessa área de moda, garante que haja uma demonstração de como lidar com todos os seus públicos.
A empresa que não tem um relações publicas pode perder totalmente um profissional apto a solucionar problemas do dia-a-dia e organizar processos estratégicos de comunicação dentro da empresa.
No começo dos anos 90, é inserido no Brasil grandes eventos de moda, como um deles o SPFW, o São Paulo Fashion Week, assim fazendo com que os Relações Publicas começassem a participar mais dessa aérea que pouco agentes comunicativos conheciam. Era preciso alguém que divulgasse os desfiles, fizesse a organização do da porta deles e também o marketing, etc…
E como Relações Publicas é uma das profissões mais promissoras e a moda andam sempre inovando e cada dia mais diferente, não tinha como essas duas áreas não se encontrarem e fazer um trabalho grandioso e com classe.

Crise, uma nova oportunidade

June 2nd, 2009 by Marina Waldvogel

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“Quando escrito em chinês a palavra crise compõe-se de dois caracteres: um representa perigo e o outro representa oportunidade.” (John F. Kennedy)

Quando pensamos em crise, a primeira coisa que nos vem à cabeça são as consequências ruins que ela pode trazer para a organização, no entanto, este é um momento em que as empresas devem provar que conseguem se adaptar. Para isso, devem sempre apresentar inovações que vem criar novos paradigmas no mercado que reforcem sua imagem e sua capacidade.

Portanto, por que não acreditar que uma crise pode ser o momento positivo em que se revê toda a cultura organizacional da empresa, procurar entender qual a satisfação e o que está faltando para os funcionários, como anda a imagem e a credibilidade da empresa, sendo essas fatores muito importantes para o ato da compra e/ou da utilização do serviço.

Toda crise é uma oportunidade e um convite à análise mais profunda dos nossos acertos e desacertos atuais. (…) Vencer uma crise quer dizer sair dela mais bem mais experiente do que se entrou (…) Nenhuma empresa se fez grande, sem atravessar sucessivas crises na sua existência. ( Paulo C. Moura)

Vemos agora esta crise mundial que esta ocorrendo, muitas empresas estão sendo prejudicadas, no entanto, as empresas que realmente souberem olhar para dentro e perceber o que esta ocorrendo, e o que pode-se mudar, vão ser as que sobreviverão neste momento.

EXPERIÊNCIAS DO DIÁLOGO

June 2nd, 2009 by Marcela Sanchez

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         Dias atrás entrevistei o Professor Camilo Braz, com quem tenho aulas de Planejamento Estratégico. Pesquisador e profissional de mercado, tem experiência em consultoria e planejamento de marketing, produtos/marcas e pesquisa de mercado. E o que para mim o torna irresistível tentação ao deleite da cognição, está ligado à área de estudos da cultura, cinema, identidade, atuando como editor e colaborador de diversas publicações especializadas, conferencista e tradutor no idioma inglês, francês e italiano. A fala pausada parece obedecer o tempo de quem já esbarrou no concreto do mundo organizacional e já se deixou esbarrar pelos invisíveis laços da cultura. É o tempo de quem é gente nas contingências e nos sonhos que nos amarram à vida.

         Procurei tão querido mestre para falar sobre inquietações nascentes de recente leitura. Talvez não por seu conteúdo, mas pelas associações por ela despertadas em mim. O diálogo me parece ser a possibilidade de verificar a coerência do pensamento, que por vezes alça vôos próprios e nos conduz a mundos nos quais apenas nós existimos. O diálogo nos amarra ao nosso tempo. Tempo esse dito na sensível cadência de meu interlocutor. O saldo desta minha experiência está no registro que segue. (Em itálico, palavras do professor.)

         Ponto de partida: Para mim, Relações Públicas é uma metodologia alinhada à identidade institucional da empresa. Os tipos de vozes e argumentos que ela poderá assumir estão diretamente relacionados com a prática do relacionamento e, também, com um tipo de filosofia, mais afeita a um diálogo constante com a diminuição das adversidades e com o fortalecimento da confiança e da clareza nas transações do público interno e externo das organizações.

         “A equação entre cultura e meios de comunicação de massa é um problema incrustado de variáveis, hipóteses e incógnitas, na medida em que é um dos fundamentos da ação social.” (MARTINO, Mauro Sá. Comunicação: Troca Cultural? São Paulo: Paullus, 2005.) Três elementos infinitos – cultura, comunicação, sociedade. O ser humano, o telespectador e o ser social.

            Hoje se estuda uma condição nova, que altera o jogo da comunicação para a passagem da cultura de massa para a cultura das mídias. Não sei se podemos nos referir em “hipóteses” e “incógnitas”, quando se analisa a comunicação em função de seu fundamento e origem social. Talvez, o que se possa analisar sobre a percepção das forças que se agitam em torno do receptor da comunicação e o ser social seja a quantidade e a qualidade da agência (influência) que surge nessa interação.   

         A essa conjuntura, acrescento o caráter transformador das relações públicas, questionando em que medida ele se dá e se, de modo geral, é possível comunicar sem alterar. Camilo diz que a característica estratégica e a função de relacionamento e controle da marca institucional indicam a presença do caráter transformação em RP. E mais: Outra vertente importante relacionada com o aspecto transformador das Relações Públicas pode ser encontrada na sua disposição de diálogo contínuo com o ambiente externo e interno das empresas. Isso propicia um tipo de sensibilidade destacada para o profissional da área, ao compatibilizar mudanças e transformações contínuas do cenário social e das relações empresariais.  

         Ainda transformação. A conversa é sobre como RP contribui com a produção cultural e como reverbera a esse profissional a crescente independência do mercado. E Camilo, como sempre, diz na excelência de suas palavras, como eu jamais melhor saberia colocar: A contribuição mais significativa, no meu entender, atribui às Relações Públicas um papel de destaque, ao colaborar com o diálogo empresa e profissional da cultura. A desenvoltura do RP em adequar objetivos para ambas as partes é importante; assim como a de adequar e de alinhar interesses, em prol de ganhos institucionais para as empresas e de significativa contribuição no processo da cultura. Por outro lado, a capacidade crítica e estratégica do RP, em vez de rompimento ou distância dos processos culturais, aprimora programas ou projetos com maior alinhamento de público-alvo e de resultados para ambas as partes. Claro que isso muda o espaço do profissional de RP. Ele amplia e contribui diretamente para a conquista de novos espaços de ações no campo da comunicação e na ação social.

         No universo empresarial há receptividade para o posicionamento das organizações, uma vez que em termos de tecnologia e qualidade, de modo geral, já há uma divisão tão larga de do mercado. Pergunto então, no universo da opinião públicas, as pessoas querem ouvir sobre valores, posicionamento, consciência? Sabem o que isso significa; estão prontas para ouvir? Qual a formação dessa opinião pública?

         As empresas querem ouvir, sim. Também, praticar, implantando um posicionamento institucional claro e benéfico para elas e para a sua atuação no ambiente social. O mercado – essa configuração sempre voltada para as trocas e ao lucro – está em um processo dinâmico em que a ação do profissional de RP, como um profissional da comunicação estratégica – contribuirá significativamente no acompanhamento desse processo. As empresas que não estiverem prontas para interagir e para ouvir o ambiente interno e externo estarão em extinção. Todas as empresas bem sucedidas e atuantes estão continuamente atentas.

         Dizem os teóricos contemporâneos – entre eles, Jurgen Habermas, Fredrick Jameson, Nestor Garcia Canclini, entre outros – que a agência, ou seja, os dispositivos de divulgação e captação dos interesses sociais e econômicos, é a principal forma de compartilhamento de informações, seja ele na forma de promoção de selfs profissionais, produtos, marcas e serviços. A capacidade crítica é localizada, nesse processo, no alargamento do processo de acesso à informação, semelhante ao proposto pela Internet, e pelo aumento dos índices de escolaridade e de acesso a bens culturais. O papel do RP, nesse viés, é o de se comprometer eticamente com processos responsáveis e de alcance para condições futuras melhores.

MARKETING E RP: UMA UNIÃO IMPORTANTE

June 2nd, 2009 by Paula Soveral

“Marketing X Relações Públicas”

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“Marketing & Relações Públicas” ?


Muitas vezes, as duas profissões são vistas como caminhos diferentes dentre os que estudam Comunicação Social, mas na verdade, ambas possuem muito mais em comum do que se imagina. Devemos iniciar nossa discussão diferenciando uma da outra: o Marketing é uma comunicação mercadológica, utiliza-se de métodos com os 4P’s (preço, praça, produto e promoção), ou seja, ele estuda para atingir grande parte da população para que uma grande porcentagem consuma seus produtos, visando o lucro imediato. Já o Relações Públicas vai focar seu estudo em seu público (interno e externo), de tal forma que ele irá sempre preocupar-se em garantir a satisfação de todos, humanizando assim sua empresa, o que pode acarretar no lucro posterior, porém, garantido. Em outras palavras, o Marketing visa conquistar clientes de “curto prazo”. Já o Relações Públicas, vai conquistar esses clientes e torná-los consumidores fiéis de “longo prazo”, investindo sempre na sua satisfação completa durante e após a venda (mas é claro, que conquistar novos clientes está, de fato, na lista de interesses destes profissionais).


Agora, frente a esses diferenciais mercadológicos, quais seriam as semelhanças apresentadas entre eles? A importância de um profissional de Relações Públicas unir conhecimento com o trabalho de um profissional de Marketing, e vice-versa, é extrema. Os profissionais de Comunicação Social sempre tiveram uma visão muito sistemática de suas empresas, e cada vez mais surge a necessidade de modificá-la e torná-la cada vez mais completa, de forma que é importante transformar essa visão num todo, e não somente focá-la nos lucros. Daí a junção e necessidade de colaboração do Marketing e do Relações Públicas: atender a todas as necessidades de todos os públicos e tal forma que traga lucros certeiros para a organização.


Deve-se primeiramente definir suas metas; criar estratégias; estudar os concorrentes, clientes e públicos; e depois realizar sempre uma pesquisa de opinião pública (claro, sempre importante saber a imagem da sua instituição no mercado). RP e Marketing são ferramentas que se completam e, quando utilizadas com sabedoria e respeito dentro de uma organização, está garantido o sucesso e, conseqüentemente, o lucro.

Origem e Definição de RP

June 1st, 2009 by Thais Cortoni

As Relações Públicas tiveram sua origem nos Estados Unidos no começo do século XX. Deu-se pelo fato de que, nesta época, começaram a surgir monopólios, concentração de riqueza e insatisfação generalizada dos trabalhadores em relação às suas empresas.

Em 1872, William Vanderbilt, um dos criadores das ferrovias americanas, envolveu-se em uma “briga” perante o público. Decidiu suspender o tráfego de um pequeno trecho das ferrovias que vinha dando resultados financeiros negativos. Porém, não pensou que essa decisão surpreenderia e influenciaria na vida de muitas pessoas que utilizavam aquele trecho, causando assim um pânico geral.

A partir deste fato, a opinião pública começou a se fortalecer e fazer com que certos conceitos, até então “intocáveis”, se modificassem e se retratassem perante o público. Neste contexto surge Ivy Lee “o legítimo precursor das Relações Públicas, dizendo: ‘O público precisa ser informado’” . Com isso, o grande empresário John D. Rockefeller decidiu então contratar Ivy Lee, que vinha se preocupando com a política discriminatória do mundo dos negócios, e propôs a adoção de medidas radicais para humanizar a empresa aos olhos do povo, sendo assim o primeiro a colocar em prática os princípios e as técnicas de Relações Públicas.

Assim começou uma nova assessoria dentro das empresas, esta, orientava seus donos em que atitudes tomar em relação ao seu público. Ao longo do tempo a profissão cresceu, se tornou conhecida e importante, não só nos EUA, como na maioria dos países ocidentais.

No Brasil, em julho de 1954 foi fundada a primeira associação de Relações Públicas, em São Paulo e, logo depois , a do Rio de Janeiro, que se reuniram e fundaram a Associação Brasileira de Relações Públicas. Em 1967 é feita uma lei que regulamenta a profissão. O Brasil foi o primeiro no mundo a fazer uma legislação sobre a profissão de Relações Públicas.

Existem diversas definições de Relações Públicas, todas apresentam o mesmo significado mais são expostas em outras palavras. Em 1963 a Associação Brasileira de Relações Públicas (ABRP) aprovou uma definição oficial para a profissão.

O profissional de Relações Públicas trabalha como um mediador, ele precisa defender interesses distintos. Para estabelecer a comunicação e a relação da organização com seus públicos, é preciso conhecer a organização profundamente e cada um de seus públicos, sem esquecer que um público que não é importante hoje pode ser importante amanhã. É função do Relações Públicas explicar como estabelecer relacionamentos estratégicos por meio do conhecimento dos públicos de interesse da organização.

A prática das Relações Públicas ocorre através da comunicação entres seus públicos, e esta é a sua maior ferramenta, saber exatamente como esse público pensa, onde trabalha, habita, quais são suas expectativas e com base nessas informações procurar estabelecer uma comunicação completamente dirigida, ou seja, informar ao público o que tem real importância para cada um deles.

O profissional de Relações Públicas no exercício de suas atividades deve ter comportamento ético pautado pelo seu Código de Ética Profissional, formação e experiência, que constituem o tripé indispensável ao aprendizado da profissão de forma adequada e eficaz.

A prática de Relações Públicas envolve:

1. Consultoria e Planejamento
2. Auditoria de Opinião
3. Atendimento
4. Relações Governamentais
5. Relações com a Imprensa
6. Relações com o Público Interno
7. Relações com o Público Misto (Investidores/ Acionistas, Fornecedores/ Intermediários)
8. Relações com o Público Consumidor
9. Relações com a Comunidade

Relações Públicas nas datas comemorativas no Varejo

June 1st, 2009 by Marina Salles

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Todos nós sabemos que hoje em dia trabalhar com varejo não é uma tarefa muito fácil muito menos simples. E, para quem não usa uma comunicação coerente para isso, dificilmente se dará bem. O varejo não pode ser compreendido apenas como um meio de vender, há mais que isso, precisa ser entendido como uma prestação de serviços.
Não adianta divulgar apenas preços surpreendentes, é necessário uma divulgação coerente e um posicionamento da marca do varejo no público-alvo. Um planejamento estratégico sem dúvidas precisa estar dentro dos objetivos dos varejistas.Se não há comunicação planejada e estratégica com o mercado ele proprio acabará se comunicando da maneira que o público quiser. Por isso é importante uma mistura de comunicação institucional e comunicação de oportunidade.
Vemos que isso não acontece frequentemente no mercado, pois 99% dos anunciantes varejistas concentram suas ações exclusivamente nas datas comemorativas, cessando logo após as mesmas.
Para um resultado satisfatório há necessidade de uma elaboração e um planejamento completo das datas comemorativas e começar a trabalhar e pesquisar isso muito tempo antes do evento em questão.
Os comunicadores precisam entender que anunciar muito tempo antes e depois das datas comemorativas será muito proveitoso e vantajoso, aumentando muito a chance de mostrar e atingir os objetivos. Precisa mostrar para o público-alvo quando ele menos espera.O conceito estratégico de Relações Públicas planejado deve conquistar o consumidor.Para que esse conceito seja efetivamente percebido pelos públicos diretos e indiretos contribuindo para a imagem da organização, é de extrema importância que essas ações ocorram de forma contínua ao longo de todas as datas comemorativas ao longo do ano. Assim, o compromisso de oferecer as melhores experiências, dentro ou fora da organização, tornou-se prioridade das organizações e deve ser utilizado diariamente.
Para atingir o objetivo e suprir suas necessidades, os varejistas precisam conseguir apenas investir no melhor serviço sempre focando em seu público-alvo, fazendo-os cada vez mais conhecer seu produto.
Entender e buscar quais são as características principais dos produtos do varejista para pensar e planejar a melhor e mais eficaz maneira de atingir o público-alvo.

Caso FNAC

June 1st, 2009 by Carla Pestana

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Na madrugada do dia 20 de maio deste ano, pelo período de 10 minutos, os consumidores que navegavam pelo site da empresa FNAC se depararam com ofertas de vários produtos a preços extremamente baixos, dentre os quais podemos citar o caso de TVs LCD ao impressionante preço de R$ 9,90, ou seja o aparelho seria vendido a um preço que corresponde cerca menos de 1%  do valor comercial aplicado no mercado.

Muitas pessoas foram avisadas dessa incrível promoção , e muitas delas acessaram imediatamente o site e efetuaram a compra dos referidos produtos.

A empresa então retirou o anúncio do ar , e logo depois informou as pessoas que efetuaram as compras que isso não passou de um erro técnico e que diante disso as mesmas foram canceladas e os valores pagos seriam ressarcidos imediatamente.

Tal caso foi noticiado pela mídia nacional , e algumas instituições  civis de defesa do consumidor  se manifestaram , a favor de que a Fnac teria que arcar com os custos da oferta. Mesmo o CDC sendo criado com o intuito equilibrar as relações entre fornecedores e consumidores, o mesmo foi estruturado com base em vários princípios dentre os quais temos que agir de Boa Fé e o com Equidade.

De acordo com esse princípio todos os consumidores que estão exigindo o cumprimento dessa oferta não esta agindo de Boa Fé.

Por final, muitos dizem que a Fnac criou esse fato para aparecer em constante evidencia na mídia, outros acreditam que o que ouve foi um erro de sistema e por fim acham que um dos funcionários conseguiu burlar o sistema.

Foi entrevistado um dos consumidores que efetuou a compra, Fernando Romano

 

Como você ficou sabendo da promoção?

Pelo twitter

 

Qual produto você comprou? E por qual valor?

Mc book, e o valor pago foi de 9, 99 reais

 

Você acha que os consumidores agiram de boa fé em efetuar a compra?

Não, pois se fosse boa Fe os consumidores teriam tentado entrar em contato com a Fnac para alertar o problema.

 

Como eles lidaram o esse erro?

Colocaram uma notificação no site, explicando que foi um erro e que iriam ressarcir o dinheiro da compra.

 

OS COMUNICADORES E A INTERNET

June 1st, 2009 by Katia Meireles

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Já sabemos que a internet mudou profundamente (e muito rapidamente) a forma como as pessoas comunicam e interagem entre si. Sabemos ainda que isso se estendeu aos negócios e que a forma como as empresas se comunicam com seus clientes também mudou. Ocorre, porém, que após quase 20 anos do surgimento dessa tecnologia, muitos profissionais de comunicação ainda não são capazes de tirar o proveito potencial que a comunicação baseada na internet pode oferecer a empresas, organizações não-lucrativas, empresários, movimentos políticos etc.

Através da internet pode-se chegar a nichos de mercado com mensagens direcionadas a um custo infinitamente menor do que as quantias gastas nas tradicionais campanhas publicitárias. Essa ferramenta pode auxiliar, acima de tudo, a fornecer informação e interação ao grupo certo de pessoas sem deixar, no entanto, de encaminhar o consumidor ao processo de compra.

Um exemplo simples e já conhecido do uso da internet por organizações são os blogs. Antes usados para promover conteúdo e opiniões pessoais, esse instrumento passou a fazer parte do mundo corporativo. Com esse meio é possível chegar diretamente a stakeholders, estabelecendo uma ligação pessoal com os públicos estratégicos das organizações. Por isso, empresas como Kodak (1000words.kodak.com), Claro (claroblog.com.br) e Tecnisa (blogtecnisa.com.br) já usam o blog para promover suas marcas.

Além do mais, o blog serve para monitorar o que as pessoas estão dizendo sobre uma organização, obter informações sobre o mercado no qual ela está inserida e participar dessas discussões tecendo comentários nos blogs de outras pessoas. Em primeiro lugar, ao monitorar o que as pessoas dizem sobre uma organização e o mercado em que está integrado, há uma boa percepção das opiniões de seus clientes, parceiros, fornecedores etc., podendo ser identificados os aspectos positivos e aqueles que devem ser melhorados na empresa. Já a participação em outros blogs relacionados, servem como forma de tornar a organização conhecida no segmento em que atua e de criara relações estratégicas.

Para os interessados no tema, um livro bem didático e atual é “As novas regras de Marketing e Relações Públicas”, de David Meerman Scott e publicado no Brasil pela Editora Porto. Ele ensina a como usar os blogs, podcastings e as mídias online para chegar diretamente aos públicos pretendidos. Vale a pena a leitura.

Entrevista com a Profa. Simone Bambini

June 1st, 2009 by Nina Smith

Por que escolheu RP?

Quando terminei o colegial, não sabia o que ia prestar no vestibular. Estava em dúvida!!! Como a maioria nesta época da vida. Achei as relações púbicas pelo guia do estudante e área de eventos me interessou. Fiz um ano de cursinho para pensar. Mas uma única coisa eu tinha certeza, queria fazer uma faculdade por prazer. Acho que o ensino fundamental e médio são obrigações, mas a faculdade é uma escolha pessoal. E foi uma escolha certa e muito prazerosa!

Que diferença acredita que o profissional de RP pode fazer nas organizações?

O profissional de RP tem uma visão integrada da comunicação, consegue pensar de maneira ampla e diversificada. Quando pensa na imagem institucional da empresa, sua credibilidade e no seu retorno financeiro, não vê apenas pela relação do cliente. Ele pensa em todos os públicos, os seja, os stakeholders. Nenhum um público é mais importante que o outro. Todos os são. E isso faz a diferença.

Você acredita que as organizações estão mais receptivas às ideias dos profissionais de RP?

Acredito. As empresas entenderam a importância de se relacionar bem. O quanto a comunicação é estratégica e fundamental para o sucesso dos negócios. É esse o papel das relações públicas. Mas essas demandas estão no mercado nomeadas de diversas maneiras, e isso não é nenhum impedimento, devemos ser claros e mostrar os conceitos e a visão das RP.

Podemos dizer que Relações púiblicas é uma filosofia?

Acho as relações públicas uma filosofia de vida e de negócios. Como já dizia Canfiled, “servir os interesses das pessoas acima de tudo”, se pensarmos assim que as pessoas são importantes e que devemos respeitar e valorizarmos sempre. Teremos empresas, pessoas, relacionamentos e conseqüentemente uma vida melhor.

A importância das Relações Públicas…

Quem faz RP e compreende a sua importância pode aplicar esses conhecimentos atuando na área ou em qualquer momento da sua vida, seja na área ou não.

APRENDER É O ENTUSIASMO

June 1st, 2009 by Marcela Sanchez

imprescindivel

 

Sem saber qual tema poderia ser relevante para aqui escrever, comecei a navegar na internet em busca do que me inquietasse. Em diferentes páginas encontrei as fotos recortadas e coladas acima. Proponho-me então, escrever sobre o profissional de relações públicas diante das necessidades sociais, das necessidades humanas. Costurar conceitos e procedimentos à realidade que se impõe a todo espaço – à estrada e à estalagem.

Ao contrário da maioria daqueles que nesse blog escrevem, nunca foi meu sonho ou meu desejo estudar relações públicas. É para onde meu caminho me trouxe. E aprendi a permitir-me aprender essa filosofia (estranha construção, no entanto, significado perfeito). Devo isso pontualmente a alguns mestres que se dedicaram não a cumprir com o conteúdo programático, mas semearam o entusiasmo – o aprendizado que não cai na prova, mas a gente compreende e cada vez entende mais. Então, essa minha vontade de investigar RP diante dos processos sociais.

Ao mesmo tempo em que testemunhamos a suspensão do real, no sentido de negá-lo, simultaneamente se dá o processo de produzir mensagens, fazer políticos, vender visões de mundo etc. E me questiono: o profissional de relações públicas não pode ser indiferente ao seu tempo, então, como ele atua diante da conjuntura exposta? Recordo ainda os comentários de Guy Debord, em sua célebre obra A Sociedade do Espetáculo. Parece-me ainda mais evidente a urgente intervenção nesse sistema.

Ora, então que fazer quando a chancela midiática define verdades e nos diz sobre quem somos? A comunicação entendida como quarto poder. Aí recordo os mestres que citei anteriormente. Relações públicas é expertise, é a possibilidade de atuação estratégica, subsidiada pelo diagnóstico impecável que o profissional está capacitado a fazer. Logo, a intervenção nas relações entre organizações e públicos é intrínseca ao relações púbicas.

Chegar ao público, de modo geral, deixou de ser um desafio. É certo que ainda há quem detenha os grandes meios e dirija-os de acordo com interesses mercadológicos e ideológicos, mas essa é outra discussão. Fato indubitável é que há espaço para qualquer sujeito tornar-se emissor no mundo em rede. A diferença da ação de relações públicas, que implica, a meu ver, em seu caráter transformador, é a capacidade de sustentar-se no tempo.

Em sua função primordial de relacionamento, cabe algo que me parece especial: o esclarecimento e a aproximação. E uma vez lidando com o destino dos públicos é preciso mais do que técnica: sensibilidade. Por isso, a filosofia de RP inspira as atitudes da gestão. Essas são responsáveis pela formação do conceito que altera a percepção da opinião pública. A comunicação dirigida, portanto, propõe ir além, e não apenas ser mais um elemento que se sobrepõe ao caos midiático.

RP requer ética e verdade. Isso sustenta a operação de sua expertise diferenciada, fazendo com que preceda qualquer tipo de comunicação. Mais do que promoção, relações públicas diz respeito a atitudes – são valores praticados que alteram relacionamentos. Envolve informação e credibilidade: um trabalho de formiguinha que se propõe a pensar diferente e isso garante que se multiplique. O objetivo é fazer acontecer; mais uma vez a atitude se coloca, e isso naturalmente repercute na mídia. Desta forma a opinião pública será fruto da gestão de relações públicas.

Sim, respondo à minha própria indagação: RP é agente de transformação social. O comprometimento social não está no currículo, não cai na prova e não é dito; é uma atitude que diz sobre a identidade do sujeito ou da organização. A possibilidade de intervir existe e é urgente. Óbvio que abraçar o mundo é impossível, mas tentar é permitido. O RP está entre os homens imprescindíveis…

 

“Há homens que lutam um dia e são bons.

Há homens que lutam um ano e são melhores.

Há os que lutam muitos anos e são muito bons.

Mas há os que lutam toda a vida e estes são imprescindíveis.”

Bertold Brecht

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