A profissão de Relações Públicas poderá ter o mesmo resultado como a de Jornalismo?
November 24th, 2009 by samadokoro
Depois da decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) do dia 17 de junho de excluir a obrigatoriedade do diploma de Jornalismo para exercício da profissão de Jornalista, havia o receio de que Relações Públicas fosse o único curso de Comunicação Social no qual o diploma universitário no curso é requisito para o exercício da profissão (uma vez que o curso de Publicidade e Propaganda já não era necessário para o exercício da profissão de publicitário).
O CONRERP (Conselho Regional de Profissionais de Relações Públicas) apoia a obrigatoriedade do diploma, devido aos conceitos técnicos específicos somente obtidos através do curso superior e não através da pártica. Em entrevista ao Portal IMPRENSA, Elaine Lina presidente do CONERP enfatizou a necessidade do diploma:
“Entendemos que a capacitação proporcionada pela universidade é fundamental para a formação de profissionais competentes e aptos a exercer as atividades da profissão. O mercado pode proporcionar a prática, sem dúvida. Mas os conceitos técnicos essenciais, somados a uma formação humanística ampla e reflexiva somente podem ser obtidos por meio de cursos regulares de formação superior”
O assunto foi debatido no dia 28 de julho, em um evento promovido pela Escola de Comunicação e Artes (ECA) da Universidade de São Paulo, em conjunto com o CONERP 2ª Região e com Associação Brasileira de Relações Públicas (ABRP).
A posição do CONERP foi defendida pelo seu consultor jurídico, Dr. Luis Carlos Massoco, reproduzida no site da Associação Brasileira das Agências de Comunicação (ABRACOM):
“(ele considera) equivocado afirmar que a profissão de jornalismo não tenha corpo técnico teórico suficiente e não vejo como aprender todas
as suas especificidades apenas na prática – e isso se estende a todas as áreas das Ciências Sociais Aplicadas. ornalismo ainda é uma profissão regulamentada. Ou seja, não é mais preciso ter diploma – mas ainda é preciso ter registro – e isso deixa um vazio jurídico que ainda deverá gerar muitas discussões nos tribunais”
A posição foi corroborada por Flávio Schmidt, fundador-presidente do grupo e do portal Universo RP e diretor da Ketchum Estratégia, reproduzida pelo mesmo site:
“Com o que os profissionais de Relações Públicas devem se preocupar diante desse cenário? Continuar metódicos em seus planejamentos, até
tachados de chatos em certos momentos, mas em sinergia com a essência de RP, ou perder sua identidade? Acreditamos que fazer relações públicas é a maneira certa, é o melhor para as entidades que nos contratam. Os Relações Públicas precisam se preocupar com essa identidade para não se perderem. Relações Públicas tem a essência do todo, é o todo da comunicação da organização e em função da tendência do planeta, os empresários irão buscar RP em sua essência”
Seguem os links para mais informações sobre o debate:
http://www.conferp.org.br/?p=1042
http://www.abracom.org.br/descricao.asp?id=3647
http://www.thotcomunicacao.com.br/clippings/Conrerp%202%C2%AA%20Regi%C3%A3o_11ago09.pdf

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