Comunicação mal feita

November 17th, 2009 by marina.racz

show

Não é novidade pra ninguém que uma divulgação mal feita, um marketing mal feito, uma assessoria de imprensa mal estruturada podem resultar em situações desastrosas. Apesar dos investimentos serem cada vez maiores na comunicação em geral, ainda vemos muito disso que acabei de ressaltar acontecer. Para falar sobre o tema, tomarei como exemplo a área de cultura, a qual tenho grande apreço.

Tenho visto ultimamente alguns desastres na área de cultura, especificamente teatro, pelo fato de não serem utilizadas corretamente as ferramentas que a comunicação oferece. Grandes espetáculos, produções e sucessos vêm sofrendo rombos em suas bilheterias devido à informações equivocadas, falta de divulgação, falta de treinamento para os bilheteiros/atendentes etc. Segundo a Relações Públicas e docente da Fundação Armando Álvares Penteado (FAAP), Thatiana Cappellano, “A divulgação no Brasil na área de entretenimento e cultura é péssima, extremamente fraca”, afirma ela que alegando que é fascinada por música, shows, mas que quase nunca fica sabendo de nada.

O que se nota nessas empresas de entretenimento é que a demanda de shows, exposições, espetáculos é tão grande e, normalmente a área de comunicação é uma só para todas as divisões, não conseguindo dar conta de tudo. O trabalho é em grande escala e assim, o marketing, a assessoria de imprensa, mídia etc. esquecem que cada divisão é diferente; o espetáculo não é igual ao show que, por sua vez, não é igual a uma exposição, a um evento e por aí vai. É preciso trabalhar com cada uma dessas formas de entretenimento de maneira diferente. Analisar quais são os melhores veículos para se divulgar cada um, quais são os apelos para se elaborar uma boa propaganda, qual deve ser a estrutura de uma coletiva de imprensa, enfim, é preciso que haja um olhar particular.

Mesmo as agências que assessoram, que cuidam da divulgação de peças teatrais e outros espetáculos, não sabem como trabalhar com esse meio tão delicado. A questão não é nem a falta de investimento, mas o mau investimento. Então, as peças acabam tendo a necessidade de colocar preços populares em suas bilheterias, realizar promoções, para que suas platéias não fiquem vazias.

Marina Rácz

Leave a Reply