Mídias Sociais na campanha de Barack Obama
November 15th, 2009 by jucmeirelles
Em 2008 Barack Obama ganhou as eleições presidenciais norte-americanas. Sua vitória foi muito aclamada, pois ele é o primeiro presidente norte-americano negro, o que significa mudanças na sociedade. De mudanças, sua vitória teve muita. A equipe de Obama se utilizou de mídias sociais, não como John McCain, que só usou as redes para divulgar sua campanha, mas sim para colocar quais mudanças o novo presidente traria no meio de uma crise econômica e da guerra, além de pedir doações para a campanha. A idéia foi criar ações onde as pessoas estão, e não onde você quer que elas estejam.
Em 2007, ninguém estava procurando por Obama. Já em 2008, ele tinha 130 seguidores no Twitter, 14 milhões de views em um só vídeo no YouTube, um grupo oficial no Facebook com 2,3 milhões de membros e 3,1 milhões de doadores. No Facebook, além de seu grupo oficial, nasceram mais de 500, criados espontaneamente pelos usuários. Essa comunicação pulverizada teve como conseqüência natural uma imensa rede integrada e participativa de internautas de todas as etnias e classes sociais. Sua equipe criou ações de impacto, como concursos de vídeos, ações in-game e vídeos virais. Cada vez mais os eleitores estavam interessados em sua campanha, e conseqüentemente nele, um candidato negro que estava crescendo no conceito do público em geral. A equipe usou de algo chamado “Call to Action”, que consistia em converter cliques em algo real para seu público.
Além das redes sociais, Obama tinha também um site, o MyBarackObama.com, onde os eleitores podiam criar seus próprios blogs para discussão, enviar recomendações diretamente para a campanha, organizar eventos, criar um mini-site parra arrecadação de doações e muito mais. Quanto às doações, não existia nada que mandasse o eleitor entrar no site oficial da campanha. Obama colocou widgets de doação nas redes sociais já existentes, assim engajando e motivando os eleitores sobre a campanha e facilitando a doação.
A internet foi responsável por 87% de toda a arrecadação da campanha, sendo que 93% dos doadores contribuíram com menos de U$ 100. Vale lembrar que Obama se utilizou de menos de 2% do budget total de sua campanha em ações online.
Como mencionado anteriormente, seu concorrente direto, John McCain, também estava nas redes sociais, porém não soube usá-las. Não havia interação direta, e no Twitter, por exemplo, enquanto Obama tinha 130 mil seguidores, McCain tinha 5 mil. O problema é que durante a campanha, McCain atualizou a página 25 vezes, enquanto Obama tinha atualizações diárias, 263 ao todo. McCain também cometeu uma gafe e se esqueceu de enviar um tweet no dia das eleições lembrando seus eleitores de irem votar.
Existem mais inúmeros exemplos de como Barack Obama se utilizou, com sucesso, das mídias sociais, porém já é possível entender que com um pequeno budget, tendo know how, é muito fácil e extremamente útil a utilização das mídias sociais para qualquer ação, mesmo que ela seja política. YES WE CAN – YouTube
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