Quando o outro entra em cena, nasce à ética – Umberto Eco

December 1st, 2009 by tatiana

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A Ética é um elemento que caracteriza toda a ação do ser humano, sendo assim ela é vital na produção de uma realidade social. Todos nós possuímos um senso ético subjetivo, movido pela consciência moral que estabelece os parâmetros normativos de como devemos ou não nos comportar. No ponto chave de um ideal comum, nasce a ética empresarial, impulsionada pelo benefício que a sinergia desse estado proporciona no âmbito organizacional. Por envolver todo o Stakeholder de uma empresa, ela lida com públicos divergentes por possuírem papéis, responsabilidades e realidades diferentes.

Não é fácil identificar o modo mais harmônico de interagir de forma positiva com todo esse agravamento, pois a ética empresarial esta fundamentada nas relações da organização com seus diversos públicos e na cultura de cada um.

O Relações Públicas torna-se um agente pacificador dos interesses desses públicos, para construir um cenário otimizado de direitos e deveres tocante a toda a organização, interna e externamente. Adotar uma postura de desprezo com relação aos desejos, necessidades ou exigências de determinados públicos desperta um sentimento de desigualdade, que alimenta uma trágica conduta da empresa. A perspectiva que devemos assumir é: comunicação a serviço de todos!

Um público com informações completas e verdadeiras, possui maior capacidade de julgamento e tomada de decisões com relação a organização, pois tendo a Ética como algo maior que a moral – que dita costumes de públicos em suas épocas – maximizamos as vantagens competitivas impostas por ela, resultando assim em benefícios que serão estendidos a todos.

Terceirização

November 10th, 2009 by tatiana

A terceirização, sem dúvidas, é uma forma moderna de desenvolvimento; uma forma
inteligente de o empresariado enfrentar problemas e custos de produção. Não obstante essa
modalidade demonstrar vantagens econômicas em benefício do desenvolvimento capitalista
empresarial, me parece conflituosa no sentido de que, diferentemente do direito trabalhista
em sua essência, não tutela de forma segura os direitos até hoje conquistados.
A intermediação de mão-de-obra ocorre quando determinada empresa contrata outra,
objetivando conseguir trabalhadores para executar-lhe serviços por um custo mínimo, tendo
em vista que estes não serão considerados seus empregados, mas sim, da empresa
terceirizada. Na intermediação de mão-de-obra, apesar de estarem presentes os requisitos
da relação empregatícia, o tomador intenta se eximir do pagamento de encargos sociais.
Neste contexto o Relações Públicas tanto como intermediador, como também um profissional terceirizado realiza suas funções de maneira específica e objetiva adaptando-se as regras estabelecidas tanto pelas organizações como pelos princípios éticos estabelecidos pelo próprio profissional.
Não obstante esta relação profissional e cliente, é cultivada através de iniciativas que garantam a harmonia e o cumprimento de regras estabelecidas.

“De Comédia a Drama Zina é audiência garantida!”

November 10th, 2009 by juliagraziato

 

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Como todos sabem, Zina tornou-se famoso pelos bordões “Ronaldo!” e “Ronaldo! Brilha muito no Corinthians!” Depois disso, suas frases estão cada vez mais na boca das pessoas. Zina deu tanta audiência ao programa que, além de ganhar uma casa, assinou contrato com a Rede TV!. Não entrarei em discussão sobre a relevância do motivo que o tornou famoso ou na questão de que hoje em dia é muito fácil algo virar mídia, como ouço dizer por aí. Mesmo porque, querendo ou não, deu certo! A sacada deu audiência principalmente por ter sido lançada num momento em que todas as mídias falavam do assunto. Ronaldo!

Escrevo para falar um pouco sobre como o Programa “Pânico na TV” se portou perante a notícia que poderia ter gerado uma crise de imagem:

“O integrante do programa “Pânico na TV” (Rede TV!) Zina foi detido na manhã desta quarta-feira com um pino de cocaína (cápsula que contém cerca de um grama da droga) na zona norte de São Paulo.” Fonte: Folha online (28.10.2009)

Veja também como a notícia foi veiculada no programa do Datena

Após ser divulgada em diferentes meios e veículos o Programa utilizou mais de 20 minutos para falar do assunto. A estratégia utilizada foi encarar o assunto de frente. O nome da matéria? Meu nome não é Zina (parodiando o título do filme Meu Nome Não é Johnny). Colocaram editores, produtores, os próprios integrantes do Pânico, entre outros, para contar a história desde o início. Desde o primeiro “Ronaldo!” até a notícia que fez com que a imagem do Zina pudesse ameaçar a imagem do programa. Não teria como não associar o Zina ao Pânico. O ”Pânico na TV! se defendeu dizendo que a Cocaína é uma droga que não tem cheiro, não teria como eles descobrirem, ainda mais por que ele usava remédios e não daria para saber se o efeito era disso ou daquilo. Se comprometeram a ajudá-lo, a pagar os tratamentos. Ou seja, posicionaram o Zina como uma pessoa desinformada e não como um delinqüente. Também procuraram atletas que já tiveram problemas com drogas, como Carlos Casagrande, para falar do assunto e dar conselhos a ele. E por fim, aproveitaram a oportunidade da notícia para criticar o governo e mostrar o quão pouco é investido em tratamentos para dependentes-químicos no Brasil.

A reportagem levou a Rede TV! à liderança no Ibope. Ou seja, não fez com que perdessem telespectadores, pelo contrário, só fez aumentar. No meio da matéria, mesmo sendo um assunto sério, não podiam deixar de exibir no gerador de caracteres a mensagem “Pedala, Gugu”.

Título do post tirado do blog: http://papoemelodia.blogspot.com/

@Ju_Graziato

Gerenciamento de Crises em entretenimento: Shows

October 29th, 2009 by thabataguerra

Dentro do gerenciamento de crises há um aspecto muito importante, a gestão de riscos. Essa gestão é uma prevenção, ou seja, antecipar e evitar uma crise.

Assistindo uma palestra na *ABGR da Dulce Thompson, Diretora de Eventos da Aon, pude compreender melhor como se faz essa gestão, e o mais legal, focada em Shows.

Imagem de divulgação: Show da Madonna em São Paulo

Para a gestão de risco existir é necessário primeiramente entender as necessidades de cada cliente, e então desenvolver soluções para cada objetivo que ele tenha. Vale citar que a gestão de riscos está inteiramente ligada com seguros, principalmente no caso da Aon, que é também uma seguradora.

Podemos dividir as etapas da gestão de riscos em:

1- Identificar, caracterizar e avaliar as ameaças:  Podem ser internas ou externas

2- Determine o risco: Quais as conseqüências previstas para cada possível problema

3- Identificar maneiras de reduzir ou eliminar cada risco: Campanhas, intervenções, contratos, contratação de terceirizados, seguros…

4- Dar prioridade estratégica para cada ação: Infelizmente não se pode priorizar todas as ações, então devemos ver qual a pior consequência possível, ou qual a consequência com maior índice de incidência e assim organizar por prioridades.

A avaliação de riscos, no caso de shows, contém:

Estudo de Contratos e Responsabilidades, estudo da infraestrutura, Captação de recursos, Probabilidades de Cancelamento total e parcial, Legislação local, entre muitos outros itens. Esse estudo deve ser feito minuciosamente, pois quanto mais conseguirmos prever e prevenir, melhor!

Imagem de divulgação: Show dos Rolling Stones no Rio de Janeiro

Todos os riscos observados dentro de um show podem ser reduzidos ou eliminados, e para isso podem ser feitos seguros, planejamentos e outros métodos específicos de prevenção.

Além dos shows existem outros ramos de entretenimento que merecem atenção quanto aos riscos e crises. Dulce Thompson também cita as parcerias que desenvolveu com as áreas esportivas, musicais, feiras e exposições, além de agências de publicidade, produtoras de filme e emissoras de televisão.

Caso queiram maiores informações, Clique aqui!

 *A ABGR (Associação Brasileira de Gerência de Riscos) promove anualmente o “Seminário Internacional  ABGR”, que envolve palestras dos principais profissionais do ramo e também uma feira com a participação de grandes seguradoras e corretoras de seguro.

www.abgr.com.br

Assistência Essencial

June 7th, 2009 by Marcella Arcuri

Na última segunda o Brasil acordou com uma das maiores tragédias do mundo da aviação: desaparece o Airbus 330 da companhia aérea francesa Air France.

Em um momento no qual o pânico sobressai, a empresa tem que tomar uma iniciativa rápida e eficaz e, são em momentos como este, que o trabalho do Relações Públicas é mais que essencial.

No Brasil, a Edelman é a responsável por cuidar da imagem e reputação da Air France e desde o início da semana ela tem feito o máximo para conseguir lidar com todos os públicos envolvidos no acidente.

A Edelman é uma empresa internacional de RP com a seguinte missão: “oferecer consultoria em Relações Públicas e serviços estratégicos de comunicação que permitam a nossos clientes construir relacionamentos duradouros e influenciar atitudes e comportamentos em um mundo complexo. Empreendemos nossa missão através da convergência, integrando conhecimento especializado de práticas e indústrias, entendimento de mercados locais, metodologias próprias e criatividade. Somos dedicados em construir longas e recompensadoras parcerias que agreguem valor aos nossos clientes e ao nosso pessoal.”

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Baseando-se na missão acima, a Edelman tem utilizado todas as ferramentas cabíveis de Relações Públicas para lidar com a situação.

Logo após o acidente, a Edelman realizou uma coletiva de imprensa, de modo a informar toda a população e mídia mais detalhes sobre o ocorrido.

A agência de RP utilizou-se de todas as mídias disponíveis; a cada nova informação obtida sobre o voo, updates eram feitos no twitter.

Também foram lançados no site da empresa e em outras mídias comunicados sobre o andamento das buscas e sobre como funcionaria a assistência aos parentes das vítimas.

A Edelman desde então tem se prontificado para todo e qualquer esclarecimento, oferecendo uma equipe para assessorar familiares tanto em São Paulo quanto no Rio.

Foram montados postos de informação da Edelman no hotel Windsor e no aeroporto Galeão, ambos no Rio, que funcionaram até sexta-feira. Em tais locais, a Edelman juntamente a Air France se disponibilizaram para assistir familiares e profissionais da imprensa.

A partir da data em questão a Edelman informou que manteria a assistência diretamente de sua base em São Paulo.

Hoje foram encontrados dois corpos e partes da aeronave e a Edelman já se pronunciou sobre o fato, o que significa que a agência deverá prestar mais informações na segunda e a assessoria deve continuar.

As Relações Públicas são responsáveis por manter uma boa comunicação entre os públicos e acredito que durante toda essa semana a Edelman foi um exemplo no comunicar com os públicos do voo 447.

RP pode sim promover eventos e fazer festa, mas a atividade desse profissional vai muito além disso e infelizmente, são acontecimentos como o descrito acima, que mostram a importância e essencialidade de nossa profissão.  

Tabaco X Relações Públicas

June 3rd, 2009 by Alexandre de Jesus

Os primeiros estudos científicos documentando o papel do tabaco no desenvolvimento do câncer e outras doenças começaram a aparecer no começo dos anos 50. Memorandos internos do Tobacco Institute, organização fundada pelas indústrias tabaqueiras, associam a descoberta a uma falha de Relações Públicas (RP). A isso chamaram “Emergência 1954”.

Lutando desesperadamente por sua vida econômica, a indústria do tabaco lançou o que muitos consideram a mais cara, longa e bem sucedida campanha de RP de “crise de gerenciamento” na história. Nas próprias palavras da indústria, a campanha foi dirigida de forma a “promover os cigarros e protegê-los contra estes e outros ataques” por meio da criação de dúvidas sobre os efeitos à saúde sem negá-los de verdade e defendendo o direito do público de fumar, sem insistir na prática.

A relação entre cigarros e RP tem relatos desde a década de 50, e começo do século 20, quando ambos eram indústrias novatas e as empresas de tabaco usaram as habilidades do marketing para “fisgar” primeiro as mulheres e, depois, os jovens.

Edward Bernays, sobrinho do Pai da Psicanálise Sigmund Freud, foi o pioneiro no uso da psicologia e outras ciências sociais na indústria de RP para desenvolver suas campanhas de persuasão do público. Dizia que “se conhecesse o mecanismo e os motivos da mente de um grupo seria possível controlar e regimentar as massas de acordo com o nosso desejo sem que eles soubessem disso”. Uma das técnicas favoritas de Bernays para manipular a opinião pública era o uso indireto das “terceiras partes” para pedir pelas causas de seus clientes. Exatamente o que a indústria usa nos dias atuais, como associações de bares, restaurantes, agências de publicidade, sindicatos; para conseguir bloquear legislações e impedir o avanço do controle do tabagismo.

Segundo Dráuzio Varella, ao comentar o livro “O Cigarro”, de Mário Cesar Carvalho, “O autor mostra como ocorreu a tomada de consciência da sociedade em relação aos malefícios do fumo e como a indústria boicotou as informações científicas que esclareciam a associação do cigarro com o câncer e com as doenças cardiovasculares. Até a década passada, por exemplo, a indústria se negava a reconhecer até o mais óbvio: que a nicotina provoca dependência, em um deboche clínico aos que enfrentam o tormento de parar de fumar”.

“A estratégia de rebater todas as evidências de que o cigarro provoca doenças mortais conseguiu assegurar aos fabricantes o direito de manter, por muitos anos, a propaganda do cigarro pelos meios de comunicação de massa, com mensagens dirigidas a adolescentes, concebidas para aliciá-los à escravidão da dependência de nicotina. Existe, na história do capitalismo, exemplo mais abominável de crime contra as crianças, perpetrada em nome do lucro?”.

fumar_061“No Brasil, apesar do avanço inegável dos últimos anos, adoção de medidas restritivas à publicidade do cigarro aconteceu com 30 anos de atraso em relação aos Estados Unidos, como nos lembra o autor. Desde 1971, é proibido anunciar cigarro na TV americana; no Brasil, a proibição foi feita há pouco mais de um ano” pela Legislação Estadual – Proibição de Fumo – Lei 13.016, de 19.05.08.

Acesse a Lei – Proibição de Fumo – Lei 13.016;

Nota:
Pesquisa feita sobre o artigo publicado pela primeira vez em 1994 no Portal Tobacco no SourceWatch, patrocinado pela American Logacy Foundation e comentários de Dráuzio Varela sobre o livro “O Cigarro”.

As relações públicas (ou a falta dela) no Rodeio de Jaguariúna

May 26th, 2009 by Juliana Prestes

Na última sexta feira, dia 22, devido a um tumulto ocorrido na arena do rodeio de Jaguariúna, 4 pessoas morreram pisoteadas e outras 11 ficaram feridas.

Tragédias a parte, esse pode ser considerado um perfeito exemplo de como a falta das relações públicas e de uma comunicação transparente pode piorar uma situação que já é ruim o suficiente.

No sábado de manhã era possível acompanhar por qualquer emissora de TV o que havia acontecido na noite anterior. Porém nenhuma palavra foi dada ao público por parte da organização do rodeio.

Quem tinha o seu convite para o show de sábado não tinha outra opção senão esperar (com um certo receio, óbvio), a decisão final da organização e da justiça sobre a continuidade das atividades ou não. Quem tentava buscar alguma resposta mais rápida batia de frente com um site desatualizado e completamente congestionado, com uma linha telefônica que ninguém se dava o trabalho de atender e com uma polícia mal informada que aparentava saber menos do que o próprio público.

As 8 horas da noite, tentar achar qualquer resposta sobre isso ainda era um pouco frustrante. Até que então, sem mais nem menos, a rede globo resolve anunciar que o rodeio foi cancelado.

Em seguida mais questionamentos: o que faço com meu convite? Posso trocar por dinheiro ou haverá uma alteração de datas?

 Até agora as respostas ainda são muito confusas. Ao entrar no site para tentar achar informações e esclarecimentos, o público se depara com mais confusão. O telefone disponibilizado no site novamente  só chama, e o próprio site não dá nenhuma resposta cabível além de uma pequena nota na página de entrada.

Sem contar que não foi veiculada informação alguma sobre a tragédia ocorrida.

A relutância da organização em se pronunciar sobre o fato faz com que as pessoas se sintam ignoradas, principalmente as famílias que sofreram perdas significativas nesse dia.

Uma atração tão conhecida e tão tradicional pode ver seu fim através do silêncio daqueles que mais devem respostas.

Preparado para o que der e vier.

May 11th, 2009 by Marina Salles

Normalmente, a maioria das empresas não estão preparadas para gerenciar uma crise, pois nunca acreditam que uma situação desastrosa irá atingi-las. Será que todas tem um plano para gerenciamento de crise já desenhado?
O jornalista Alexandre Caldini dá dicas sobre como se deve agir assim que algo que não esta planejado acontecer.

Antes de tudo: CALMA.

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Não sair falando sem saber de fato o que aconteceu. Declare à imprensa que você irá se informar e voltará a falar. E volte.

Nunca fique sem falar nada, pois sempre haverá alguém querendo falar por você – o bombeiro, o faxineiro, a dona Maria.

Mentir, jamais. Se alguém descobrir e resolver contar tudo, um dos últimos e o mais precioso recurso que lhe resta, a boa vontade da opinião pública, estará perdido. Daí para frente, nada mais importa: você será o culpado.

Tudo é um problema de comunicação. Nunca se sabe quem está ou não te entendendo e aceitando o que diz.

Não especule. Não brinque. Não subestime.

Jamais diga “sem comentários” ou “nada a declarar”. Frases antipáticas dão a impressão de que você tem algo a esconder. São usadas por gente como políticos do narcotráfico e juízes corruptos.

Tente sempre ser identificado como honesto. A imagem e a credibilidade, no momento de crise, são decisivos.

É necessário montar um comitê para gerenciar a crise e sua comunicação.
Nós, Relações Públicas, precisamos mais do que ninguém desenvolver ótimos press-releases, depoimentos, listas de perguntas e respostas, testemunhas favoráveis etc, agendando sempre entrevistas e atendendo bem a imprensa.
Publique um anúncio explicando a posição da empresa.

Monitore a mídia e corrija erros.

Mantenha ativos os canais de comunicação com o governo.

Se necessário, contrate os serviços de um call center para atender o público.

Monitore a reação dos diversos públicos afetados (clientes, acionistas, fornecedores, governo, ONGs, comunidade e público interno), e cuide de mantê-los bem informados.

Ou seja, contratar uma assessoria qualificada para desenvolver um programa de treinamento em gerenciamento de crise, envolver toda a direção e gerentes, fazer um media-training, um brainstorming de possibilidades de crises do negócio e criar um comitê de crise reunindo ao menos uma vez a cada seis meses, com certeza, se houver algum tipo de crise, essa empresa saberá que estará preparada para o que der e vier.

IMPORTÂNCIA DA COMUNICAÇÃO NO GERENCIAMENTO DE CRISES

May 5th, 2009 by Katia Meireles

O tema gerenciamento de crises tem sido amplamente discutido, mas poucas organizações adotam essa prática, principalmente no âmbito comunicacional. E é nesse momento que a comunicação deve estar alinhada, de forma a manter colaboradores fornecedores, sociedade, clientes, imprensa, governo e outros grupos informados sobre o problema ocorrido e as ações adotadas para solucioná-lo.

Por conta desse aspecto global das crises é que o profissional de Relações Públicas possui um papel tão importante na comunicação: ele tem conhecimento para lidar com os diversos públicos envolvidos, sendo capaz de preparar um plano de administração eficiente, e também global.

Uma crise pode surgir por diversas razões: por meio de desastres industriais ou naturais, decorrentes de falhas em equipamentos ou construções, de origem criminosa, de natureza econômica, de informação, de natureza legal, de reputação, de relações humanas, regulatórias ou que envolvem risco par a vida. Apesar de terem diferentes origens, todas carregam uma característica comum: elas não possuem lugar nem hora para acontecer. O fato é que todas as organizações estão vulneráveis a crises. A diferença está em escolher entre uma melhor administração dos problemas ou deixar que os fatos, ou boatos, destruam a sua reputação.

De qualquer forma, a maioria das crises de imagem, se bem gerenciada, pode ser superada. Foi o caso Tylenol, que foi adulterado com cianeto, matando sete pessoas nos Estados Unidos. Apesar do grave problema, a imagem da Johnson & Johnson, fabricante do medicamento, não foi afetada.  Isso porque a diretoria assumiu a responsabilidade, auxiliou as pessoas afetadas e não sonegou informações à imprensa.

O que falta é a prática de uma cultura organizacional que valorize a comunicação e que permita que esta permeie a corporação no sentido horizontal. E aqui estamos nós, pregando a importância dessa profissão e fazendo ver que o esforço vale à pena.

Conheça mais sobre o Grupo TV1

May 4th, 2009 by Flávia Nemoto

O Grupo TV1 é uma empresa familiar que deu certo. Em 2009 completa 23 anos de mercado.
É um pool de agências de comunicação, todas apoiadas na lógica digital e capacitadas para trabalhar de forma sinérgica.

Pretende ser vista como uma empresa capaz de criar valor diferenciado e estratégico para seus clientes, colaboradores, acionistas e parceiros de forma inovadora e sustentável.

Além disso, quer contribuir para o desenvolvimento das organizações e da sociedade pela oferta de soluções integradas e inovadoras de comunicação, marketing e relacionamento, como suporte à estratégia de negócios e evolução de seus clientes.

O Grupo TV1 é voltado para o cliente, quem orienta todas as suas ações e o mantem vivo e também voltado para as pessoas, que são a força motivadora para que tudo aconteça, e por isso valoriza o trabalho de equipe, compartilhando desafios e conquistas.


A empresa é movida por desafios, pois acredita que a capacidade empreendedora expande os limites do ser humano. Foca no compromisso com a excelência e qualidade de seus serviços, mensurando os resultados através dos próprios clientes.


O seu valor máximo é a ética no relacionamento com todos os públicos e na condição sustentável dos negócios.


Conheça mais sobre o Grupo TV1 Comunicação e Marketing através do site:

http://www.tv1.com.br/

Gripe suína

May 3rd, 2009 by julia lima

O atual vilão sanitário,  a gripe suína, levou as pessoas de todas as partes a se precaverem devido ao menor sinal de gripe, um espirro já é considerado um fator para isolamento social. Esta epidemia se manifesta tão rápido quanto as notícias presentes na mídia sobre os casos, mortes, e países afetados pelo vírus.

Segundo o Estadão de Hoje, 3 de maio de 2009, a OMS (Organização Mundial de Saúde) contabiliza 16 países atingidos : México, Estados Unidos, Canadá, Reino Unido, Espanha, Alemanha, França, Áustria, Dinamarca, Holanda, Suíça, Hong Kong, Coreia, Israel, Nova Zelândia e Costa Rica.

O México, país que registrou o primeiro caso da gripe, é ainda o local mais atingido com 397 casos e 16 mortes. Desde que foi detectado o vírus o governo mexicano tomou diversas providências para conter as consequências e alertar a população, desde o alerta epidemológico dado em 17 de abril como todas as ações que estão sendo realizadas até agora.

Em qualquer crise, é de extrema importância que um Relações Públicas esteja a frente do processo de disponibilizar o maior número de informações possíveis para os públicos, orientar os porta vozes em relação a possíveis questionamentos por parte da mídia ou outros públicos, demonstrar calma e transparência, demonstrar preocupação em resolver a situação o mais rápido possível, objetividade ao tratar com a imprensa, não deixar espaço para dúvidas quanto ao ocorrido, e manter todos os públicos de interesse atualizados e informados. Apesar desta situação ser de extrema delicadeza por ser uma vírus novo, a quantidade de informações fornecidas, e de fonte segura, é grande.

O ministro da Saúde do México, José Ángel Córdova, desde o ínicio se posicionou e buscou ações imediatas para conter o surto. O próprio site do governo mexicano, http://www.presidencia.gob.mx/, publica notícias diariamente, assim como anuncia o número telefônico para dúvidas, dados atualizados de pessoas contaminadas, vídeos de matérias e entrevistas, e responde frequentemente às perguntas dos cidadãos.

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Além disto, Calderón, presidente do México responde em conferência perguntas dapopulação e dá orientações, buscando passar tranquilidade e segurança a todos. Também foram feitas diversas conferências para a imprensa, alertas na televisão, medidas de contenção nos aeroportos, distribuição de máscaras, e a realização de testes em laboratórios e dos tratamentos necessários.

O governo também disponibilizou equipes de saúde para ia às casas dos familiares dos casos fatais da gripe, aplicando os testes necessários, prevenindo assim maiores casualidades.

Desta maneira, o governo mexicano conteve na medida do possível as mortes e infecções no seu país, e acredito que tenha sido um exemplo de como um Relações Públicas na organização da informação e das medidas que são realizadas diante de uma crise, que como esta ameaça a todos os cidadãos mexicanos e do mundo, faz a diferença.