A Origem das Relações Públicas
June 9th, 2011 by Luciana
As primeiras décadas do século XX marcaram o aparecimento dos poderosos monopólios, a concentração de riquezas em poucas mãos e a conseqüente hostilidade do povo norte-americano contra o mundo dos negócios. Essa quase revolta popular era inspirada também pelas obras de escritores radicais, como Lincoln Steffens, David Graham Phillips, Upton Sinclair, Theodore Dreiser e Jack London. Não eram somente os trabalhadores que se organizavam em incipientes sindicatos para enfrentar os poderosos, mas a própria classe média que se manifestava, principalmente por meio da imprensa, contra os abusos das empresas.
O crescimento da onda de protestos obrigou o governo norte-americano a tomar algumas medidas legais e propor ao Congresso leis contra os monopólios e cartéis. Os homens de empresa sentiram, então, necessidade de vir a público para tentar explicar suas atividades, por intermédio de advogados e jornalistas. Foi quando John D. Rockefeller Jr. contratou os serviços de Ivy Lee, um antigo jornalista nova-iorquino, com ordenado mensal de mil dólares.
Nesse primeiro capítulo da história de Relações Públicas, outros pioneiros se destacaram no mundo empresarial, empregando igualmente princípios de Relações Públicas, como: George Michaelis, James Ellsworth, Pendlenton Dudley e George Creel. Este último, também jornalista, foi convidado pelo presidente Wilson para organizar a “United Public Information Office”, que funcionou como um dos primeiros serviços de Relações Públicas no âmbito governamental.
Por volta de 1935, numerosas universidades e colégios norte-americanos possuíam cursos de Relações Públicas. Contudo, a primeira escola de Relações Públicas nos Estados Unidos da América e no mundo, foi a Escola de Relações Públicas e Comunicação da Universidade de Boston (1947).
As primeiras pesquisas de opinião pública, através de instituições especializadas, também foram realizadas pelo governo norte-americano, sempre preocupado com as reações do povo em face da revolução político-econômica que se efetuava, por força do plano “New Deal”.
Essa profissão foi se espalhando pelo mundo, e hoje em pleno século XXI conseguimos avaliar a sua importância no mercado de trabalho e detectar seu crescimento um tanto quanto tardio em países emergentes. Mas o mercado está se abrindo a cada dia no Brasil para está área e valorizando cada dia mais estes profissionais.
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